O senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) disse nesta quinta-feira que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) cumpre seu papel de "promotor", ao decidir apresentar, nesta sexta-feira, um relatório paralelo ao Conselho de Ética propondo que o colegiado aprofunde as investigações sobre as denúncias de que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teria contas pessoais pagas por terceiros. Relator da representação do P-SOL que trata deste assunto, Cafeteira apresentou ao Conselho de Ética parecer pelo arquivamento da matéria sob o argumento de falta de provas.
- O senador Demóstenes Torres, naturalmente, faria isso [apresentar voto em separado]. Ele é promotor público, é a função dele -, afirmou Cafeteira, em entrevista à imprensa.
O relator reafirmou que os documentos analisados não apresentaram qualquer indício contra o presidente do Senado que justifique o aprofundamento das investigações.
Cafeteira ressaltou que deu ao caso tratamento idêntico ao que a Justiça daria a qualquer cidadão processado sem qualquer prova.
- Todo cidadão, inclusive parlamentares, tem o direito à presunção da inocência -, afirmou o senador.
Ele disse que, no que depender do seu voto, "nenhum dos 80 senadores será cassado, se não houver prova que justifique a abertura de um processo".
Senador faz papel de promotor ao apresentar relatório paralelo, diz Cafeteira
Quinta, 14 de Junho de 2007 às 15:40, por: CdB