O senador Magno Malta (PL-ES) está na mira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Sanguessugas. Ele pode ser o próximo parlamentar a ingressar na lista dos envolvidos com a máfia das ambulâncias e sofrer um processo no Conselho de Ética antes mesmo da conclusão do relatório da CPI dos Sanguessugas. Presidente da comissão, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) disse nesta terça-feira que defende o encaminhamento imediato da questão.
Malta admitiu à imprensa que usava, há cerca de um ano, um Fiat Ducato. O carro, segundo o empresário Luiz Antonio Trevisan Vedoin, foi repassado ao senador como pagamento de propina por ele ter apresentado emendas ao Orçamento da União destinadas à compra de ambulâncias. Segundo Biscaia, a confirmação de Magno Malta já é uma confissão de culpa.
- Esse assunto tem de estar em pauta hoje. É situação para encaminhar para o Conselho de Ética - disse, sem esconder sua indignação.
O deputado se reuniu com o relator da comissão, senador Amir Lando (PMDB-RO), para discutir o caso. Embora Magno Malta tenha negado ter recebido o "presente" da quadrilha, o automóvel foi um empréstimo do deputado Lino Rossi (PP-MT), que também foi apontado como integrante da quadrilha. Dois deputados já foram representados no Conselho de Ética da Câmara, até esta terça-feira, após investigações da CPMI. São eles: Nilton Capixaba (PTB-RO) e João Caldas (PL-AL). Os dois são segundo e quarto-secretários da Mesa Diretora da Câmara, respectivamente.