Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Senador diz que não teve tempo de dizer que recebeu dossiê

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou nesta sexta-feira que não teve tempo de anunciar publicamente que havia recebido cópia de documentos provenientes da Casa Civil contendo gastos de cartões corporativos... (Leia mais)

Sexta, 09 de Maio de 2008 às 16:37, por: CdB

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou nesta sexta-feira que não teve tempo de anunciar publicamente que havia recebido cópia de documentos provenientes da Casa Civil contendo gastos de cartões corporativos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso antes de se pronunciar sobre o assunto no Senado, no dia 31 de março.

– Na segunda-feira, quandou fui à tribuna, reafirmei que vi o documento, comprovei a existência do dossiê. A Veja já havia divulgado na véspera – disse o senador.

– Não tive tempo, a imprensa foi mais rápida. Eu recebi a informação de que estavam fazendo o dossiê algum tempo atrás. Mas apenas na semana em que o documento foi divulgado é que eu tive acesso a ele. na semana anterior, não houve tempo. Não houve tempo porque na quinta-feira habitualmente nós viajamos – acrescentou, em entrevista no aeroporto de Congonhas (SP).

Dias voltou a negar que tenha vazado o documento para a imprensa. Também negou que tenha sido seu assessor, André Fernandes, quem recebeu cópias enviadas da Casa Civil.

Questionado a respeito das providências que tomou ao ser informado por Fernandes sobre o recebimento desse material, Dias afirmou que pediu a ele o documento.

– Pedi a ele, queria ver o documento. Ele me forneceu as cópias e pediu que fizesse sigilo da fonte. Eu, claro, com a prerrogativa constitucional de que disponho, guardei sigilo da fonte. Eu não seria digno da confiança dele se revelasse a fonte.

Perguntado se está incomodado com essa situação, o senador respondeu que não. “Estaria incomodado se eu recebesse um documento, um dosssiê, com objetivos excusos e me silenciasse sobre ele".

Na quinta-feira, Dias afirmou à imprensa que os documentos foram repassados por seu assessor, que teria recebido via e-mail do secretário de Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Pires.

O e-mail teria sido localizado na perícia que está sendo feita Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) em nove computadores da Casa Civil, a pedido da própria pasta.

Por meio da assessoria de imprensa, a Casa Civil reafirmou hoje que só se pronunciará sobre o assunto após o término das investigações da Polícia Federal (PF).

Em nota divulgada hoje em seu site, o ITI informa que "procedeu à auditoria" dos computadores conforme as questões apontadas pela Comissão de Sindicância Investigativa da Casa Civil e que “caberá, somente, a essa Comissão elaborar e encaminhar relatório conclusivo à autoridade instauradora, bem como, manifestar-se sobre o assunto”.

O ofício de solicitação dessa auditoria foi feito no dia 2 de maio e, segundo a assessoria de imprensa do ITI, o relatório foi entregue à comissão no início desta semana.

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