Presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC) disse que "não seria nem um pouco inteligente, muito menos possível imaginar" que a Polícia do Senado esteja envolvida em esquema de espionagem contra o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), como afirma reportagem publicada pela revista Veja desta semana. Tião Viana disse que acredita na "integridade moral" da Polícia da Casa.
– Por que razão alguém escolheria o senador Marconi Perillo para investigar? Por que não escolher os 81 senadores? Porque não escolher algum outro senador? Essas questões têm de ser tratadas de maneira muito mais elevada – afirmou.
Viana disse que o corregedor da Casa, senador Romeu Tuma (PTB-SP), deve dar explicações sobre o pedido que fez à Polícia Federal para investigar o caso.
– Essa questão deve ser tratada primeiro no âmbito do Senado. E nós não podemos deixar qualquer senador com dúvida se há ou não algum movimento conspiratório contra ele – acrescentou.
Reportagem publicada na revista Veja desta semana afirma que agentes da Polícia do Senado teriam contratado um escritório de espionagem para levantar informações sobre a movimentação financeira de Marconi Perillo. Esta não é a primeira vez que o nome do senador aparece em denúncias de espionagem. No início de outubro, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) acusou Francisco Escórcio, então funcionário do gabinete do presidente licenciado da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), de ter tentado instalar câmeras em um hangar em Goiânia. O objetivo seria espionar Demóstenes e Marconi Perillo em possíveis atividades ilegais.
A acusação acabou gerando a quinta representação por quebra de decoro parlamentar contra Renan Calheiros na Casa. Essa representação ainda aguarda escolha de relator no Conselho de Ética.