Rio de Janeiro, 03 de Fevereiro de 2026

Senador avalia que processo contra Gim Argello não deve ser aberto

Quinta, 05 de Julho de 2007 às 15:59, por: CdB

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), integrante do Conselho de Ética, avalia que o suplente do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), que renunciou na quarta-feira, o presidente do PTB, Gim Argello (DF), não deverá sofrer processo no colegiado, mesmo com os processos civis e criminais que enfreta na Justiça. Na avaliação de Torres, fato anterior ao mandato não pode ser analisado pelo Conselho de Ética.

— Lamentavelmente não podemos abrir processo por quebra de decoro —, afirmou. Segundo ele, as denúncias são de período anterior ao mandato.

— Ele deverá responder ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Justiça eleitoral —, disse.

O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), preferiu não especular sobre o assunto e disse esperar possível representação contra Argello e ver como procederá.

— Não queremos trabalhar sob hipótese. Vamos aguardar. Se efetivamente o suplente assumir e qualquer partido apresentar representação vamos analisá-la —, observou.

Com a renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF) no Senado, começaram as especulações em torno da posse do suplente Gim Argello (PTB-DF). O prazo é de até três meses para a posse, mas segundo a assessoria do PTB do Distrito Federal, a informação é de que ele deve assumir a vaga na próxima semana. Citado em denúncias de corrupção, Argello corre o risco de enfrentar um processo de cassação. O P-Sol estuda a possibilidade de pedir abertura de processo contra ele.

Gim Argello é presidente do PTB do Distrito Federal. Formado em Direito, nasceu em abril de 1962, em São Paulo. Argello já foi deputado na Câmara Legislativa do Distrito Federal, casa que chegou a presidir na época que Roriz era governador. Foi acusado em 2002 de receber 300 lotes como propina, e é suspeito de causar prejuízo de R$ 1,7 milhão à Câmara Legislativa com um contrato de informática. Com a posse, Gim Argello ganharia direito ao foro privilegiado e todos os processos contra ele seriam enviados ao STF.
 

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