O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), reconheceu nesta segunda-feira que o governo federal terá "um pouco mais de dificuldade" no processo de negociação com o PSDB para aprovar a prorrogação até 2011 da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF).
Segundo ele, isso se deve "ao endurecimento" da bancada tucana na Câmara e do Diretório Nacional, que não querem o acordo.
Para Viana, os interlocutores do governo terão que ter "paciência e um trabalho intenso para construir o resultado no Senado. Mesmo com as pressões internas de parte dos tucanos para fechamento de questão contra a prorrogação da cobrança da CPMF, o presidente interino do Senado considera que as condições para o entendimento estão postas e "a possibilidade para o entendimento é grande".
Tião Viana lembrou que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, já apresentou a defesa pela aprovação da PEC e outros governadores querem achar um caminho para o entendimento.
A primeira proposta da área econômica foi feita na semana passada a senadores do PSDB pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.
— O PSDB fez suas contra-argumentações, e agora nós vamos ver por onde se constrói o entendimento —, disse Tião Viana.
O petista considera que a participação dos governadores peessedebistas nestas discussões pode ajudar no processo de negociação que permita aprovar, no Senado, a proposta de emenda à Constituição (PEC).
— Os governadores entram neste diálogo porque têm interesse nesse tipo de matéria, no que significa isso para a vida de seus estados —, afirmou.
Para o parlamentar, ao inserir os governadores neste debate o Congresso dá um sentido mais amplo às conversas.
— Amplia-se a visão de CPMF para uma visão de reforma tributária —, disse.
Senador acredita que governo terá mais dificuldades para negociar CPMF com PSDB
Segunda, 05 de Novembro de 2007 às 14:28, por: CdB