Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Senado vota nesta terça o Estatuto do Desarmamento

Plenário do Senado vota em regime de urgência, nesta terça-feira, o Estatuto do Desarmamento, que foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na última quarta-feira. O estatuto proíbe o cidadão comum de portar armas de fogo, e estabelece que apenas os profissionais ligados à segurança, além dos praticantes de esportes de tiro ao alvo, terão o direito de portar armas de fogo. (Leia Mais)

Terça, 09 de Dezembro de 2003 às 06:46, por: CdB

 Plenário do Senado vota em regime de urgência, nesta terça-feira, o Estatuto do Desarmamento, que foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na última quarta-feira.

O estatuto proíbe o cidadão comum de portar armas de fogo, e estabelece que apenas os profissionais ligados à segurança (integrantes das forças armadas, guardas municipais, agentes dos órgãos de inteligência, agentes policiais e prisionais e ainda funcionários de empresas de segurança privada e de transporte), além dos praticantes de esportes de tiro ao alvo, terão o direito de portar armas de fogo.

O texto mantém o referendo popular em outubro de 2005 para que seja decidida a proibição ou não a comercialização de armas de fogo no País.

Também será votado, em turno suplementar, o substitutivo do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao projeto de lei da Câmara (PLC nº 70/2003) que atualiza a base de cobrança do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). Durante a votação de destaques, na última quinta-feira, houve decisão em torno da emenda do senador Fernando Bezerra (PTB-RN), que isenta do ISSQN a construção e incorporação imobiliária pelo mesmo empresário.

O relator rejeitou a emenda em troca da aprovação de uma alíquota fixa para profissionais liberais, proposta pelos senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Jorge Bornhausen (PFL-SC). Na ocasião, o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), discordou do relator e disse que não havia participado de qualquer acordo nesse sentido.

Em pauta ainda o projeto da Câmara (PLC nº 634/2003) que inclui no rol das pessoas de direito privado as entidades religiosas e os partidos políticos. O projeto recebeu parecer favorável, na CCJ, do senador Magno Malta (PL-ES), que informou a grande expectativa das organizações religiosas pela decisão.

A medida vai sanar defeito do novo Código Civil, na opinião do relator. Na definição das categorias de pessoas jurídicas de direito privado foram listadas as associações, as sociedades e fundações, ficando de fora da lista as entidades religiosas e os partidos políticos.

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