O Senado quer impedir que as empresas acusadas de irregularidades em licitações na Casa participem de nova concorrência. A decisão foi anunciada nesta terça-feira pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).
– Estamos fazendo consultas jurídicas para impedir isso – disse.
Na semana passada, o Senado anunciou que fará nova licitação para substituir três empresas – Conservo, Ipanema e Brasília – na contratação de pessoal terceirizado. Denúncias mostram que essas empresas eram favorecidas por funcionários do Senado.
As suspeitas envolvem o primeiro-secretário do Senado, Efraim Morais, e servidores como o diretor-geral, Agaciel Maia, cujos nomes foram mencionados em conversas gravadas pela Polícia Federal durante a investigação. O caso envolve ainda o diretor da Secretaria de Compras do Senado, Dimitrios Hadjinicolnou, o ex-diretor de compras Aloysio Vieira de Brito e dois empresários que mantêm contratos de terceirização com o Senado, Victor Cúgola e José Carlos Araújo.
Os contratos foram assinados na gestão de Renan Calheiros (PMDB-AL) como presidente do Senado e somam R$ 2,4 milhões, com a finalidade fornecer mão-de-obra para prestação de serviços especializados. O resultado das investigações, inclusive com escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, estão sob análise do Ministério Público Federal (MPF).
O presidente do Senado ainda disse que espera votar durante a tarde as três medidas provisórias que trancam a pauta da Casa.
Senado quer excluir de novas licitações empresas acusadas de irregularidade
O Senado quer impedir que as empresas acusadas de irregularidades em licitações na Casa participem de nova concorrência. A decisão foi anunciada nesta terça-feira pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). (Leia Mais)
Terça, 12 de Agosto de 2008 às 10:09, por: CdB