Rio de Janeiro, 02 de Maio de 2026

Senado pedirá a Chávez para reabrir RCTV

O Senado brasileiro aprovou nesta quarta-feira à noite um "apelo" pela reabertura do canal de televisão venezuelano RCTV, que sinal saiu do ar no domingo, por ordem do presidente Hugo Chávez. (Leia mais)

Quinta, 31 de Maio de 2007 às 09:31, por: CdB

O Senado brasileiro aprovou nesta quarta-feira à noite um "apelo" pela reabertura do canal de televisão venezuelano RCTV, que sinal saiu do ar no domingo, por ordem do presidente Hugo Chávez.

Segundo informou a Agência Senado, a moção foi aprovada por 15 senadores governistas e da oposição, que "se manifestaram contrários à decisão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de não renovar a concessão da emissora de televisão privada RCTV".

A moção foi submetida à votação por requerimento da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e por iniciativa do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Os únicos votos contra o texto foram dos senadores José Nery (PSOL-PA) e Inácio Arruda (PCdoB-CE).

Segundo Azeredo, é importante que o Senado brasileiro manifeste seu desacordo com "uma atitude contra da democracia". Ele lamentou que o presidente Lula tenha afirmado que o assunto não é do Brasil.

Azeredo afirmou que "o fechamento da emissora não se deu por um motivo legal, e sim político".

O presidente da Comissão, Heráclito Fortes (DEM-PI), lamentou a ausência de uma posição firme do Governo brasileiro sobre o episódio que "cerceia a liberdade de imprensa na Venezuela e merece ser repelido com veemência pelas democracias do mundo inteiro".

Fortes apoiou uma proposta do senador Gerson Camata (PMDB-ES) de expulsar a Venezuela do Mercosul.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse que apresentará um voto de censura e repúdio à atitude do presidente Chávez "pela forma ditatorial e antidemocrática de fechar uma emissora com mais de 50 anos de operações".

Em defesa do governo da Venezuela, José Nery afirmou que a liberdade de imprensa é importante mas não pode estar acima dos preceitos constitucionais de um país. Inácio Arruda destacou que o governo "democrático e popular se impôs pela vontade do povo da Venezuela", o que segundo sua opinião incomoda as elites da América do Sul.

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