Destacadas com o diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, a ser concedido no Dia Internacional da Mulher, nesta segunda-feira (8), em sessão solene do Senado, presidida pela senadora Serys Slhessarenko, cinco mulheres guardam entre si a contribuição na defesa dos direitos femininos e nas questões que envolvem as discussões de gênero.
Esta é a terceira premiação do diploma, concedido a pessoas que se destaquem na defesa dos direitos femininos e na discussão das questões de gênero. As vencedoras são: Eva Sopher, presidente da Fundação Theatro São Pedro, de Porto Alegre (RS); Maria Gleyde Martins Costa, do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher, de Roraima; Mônica Maria de Paula Barroso, que trabalha como defensora pública em Fortaleza (CE); Maria Aparecida Schuma Schumaher, do Movimento de Defesa dos Direitos da Mulher, no Rio de Janeiro, e Zuleika Alambert, feminista, escritora, conferencista e política com atuação em Santos (SP).
Este ano, apenas a Região Centro-Oeste não contou com representante entre as escolhidas. É praxe entre os membros do Conselho Mulher-Cidadã Bertha Lutz premiar uma vencedora por região geográfica do país, mas os senadores presentes decidiram desta vez respeitar a ordem dos nomes mais votados, independentemente da região a que pertencessem. O senador Sérgio Zambiasi )PTB-RS) destacou que o Centro-Oeste está representado na premiação, uma vez que a presidência do conselho é ocupada pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT).
Assim como a presidente do colegiado, os senadores Zambiasi, Geraldo Mesquita Júnior (PSB-AC), Patrícia Saboya (PPS-CE) e Augusto Botelho (PDT-RR) destacaram a dificuldade de escolher apenas cinco nomes entre 45 currículos de tanto destaque recebidos este ano.
De acordo com Serys, os currículos estavam em pé de igualdade e,, destacou, todas as mulheres que lutam e trabalham no dia-a-dia são vencedoras também. A senadora Roseana Sarney (PFL-MA) havia sido indicada para receber o prêmio, mas abriu mão da honra por fazer parte do conselho.
Conheça um pouco do perfil de cada uma das agraciadas.
Eva Sopher nasceu em Frankfurt, Alemanha, hã 80 anos, mas desde 1960 estã radicada no Sul do Brasil. Agitadora cultural at~e 1975, quando foi convidada a restaurar o Teatro São Pedro, empenhou-se ao longo de décadas na restauração do prédio de valor histórico para o Estado do Rio Grande do Sul e, conseqüentemente, para o país.
Maria Geyde Martins Costa é cearense de Crateús e percorreu um longo caminho na defesa dos direitos da mulher. Formada em Administração de Empresas e Direito, pela Universidade Federal de Goiás, com especialização em Direito Penal, é uma das pioneiras no exercício da Defensoria Pública. Seu trabalho, no entanto, atingiu sua plenitude à frente da Delegacia de Defesa da Mulher e na Presidência do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Mulher, em Rondônia, onde vive há 18 anos.
Zuleika Alambert é natural de Santos, no litoral paulista, onde nasceu na efervescência dos anos 20, Depois de militar no Partido Comunista Brasileiro, já na década de 40, mudou-se para a antiga União Soviética, onde estudou Economia, História, Filosofia e Geografia Econômica. De lá percorreu o mundo e, desde 1983 integra a Frente das Mulheres Feministas.
Maria Aparecida Schumaher nasceu em Santa Fé do Sul, interior de São Paulo, onde começou a trilhar o caminho das letras. Desde os tempos da escola primária, adotou o nome Schuma e, com ele seguiu para a Pedagogia, em que se formou, em Machado, no Sul de Minas Gerais. Desde 1977 dedica-se à causa das mulheres, na Organização Não Governamental Centro da Mulher Brasileira.
Mônica Maria de Paula Barroso exerce a carreira de defensora pública e, no Direito, dedica-se à proteção da mulher em situação de risco pessoal e familiar. No Ministério da Justiça, participou do grupo encarregado d