Senado dos EUA rejeita proposta republicana para dívidaO Senado norte-americano, controlado pelos democratas, rejeitou na noite desta sexta-feira, por 59 votos a 41 o projeto para elevar a dívida dos Estados Unidos que havia sido aprovado mais cedo na Câmara dos Deputados, liderada pelos republcianos. Os democrtas conseguiram derrubar a proposta apresentada pelo presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner (foto), que buscava elevar o teto da dívida dos EUA, atualmente em 14,3 bilhões de dólares, em duas etapas. Republicanos querem postergar problema para campanha eleitoral de 2012.
La Jornada
O Senado dos Estados Unidos, controlado pelos democratas, rechaçou na noite desta sexta uma proposta republicana que havia sido aprovada pela Câmara dos Representantes, que buscava evitar que o país entre em moratória no próximo dia 2 de agosto.
Os legisladores votaram 59-41 contra a proposta apresentada pelo presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, que buscava elevar o teto da dívida dos EUA, atualmente em 14,3 bilhões de dólares, em duas etapas.
Algumas horas antes, a Câmara de Representantes dos EUA, dominanda pelos adversários republicanos de Barack Obama, havia aprovado o projeto, que prevê elevar o atual limite da dívida de 14,3 bilhões de dólares em 900 milhões de dólares mais, com uma estreita margem de 218 votos a favor e 210 contra, numa votação que demonstrou a forte divisão entre os dois partidos.
A iniciativa não levava em conta o longo prazo, uma vez que os democratas, com Obama a frente, declararam que rechaçam qualquer tentativa de elevar o teto da dívida em mais de uma etapa. Caso isso ocorra, os democratas temem que, em plena campanha presidencial do próximo ano, qualquer negociação postergada seria ainda mais difícil.
A votação ocorreu apenas algumas horas após Obama apelar a ambas partes para que se chegue a um consenso bipartidário para resolver a crise da dívida antes do cada vez mais próximo limite de 2 de agosto, quando se prevê que os EUA poderia entrar em moratória.
Tradução: Katarina Peixoto