Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

Senado dos Estados Unidos vota hoje acordo sobre dívida, depois de Câmara aprovar as medidas

Terça, 02 de Agosto de 2011 às 04:29, por: CdB

Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Senado dos Estados Unidos volta hoje (2) o plano para aumentar o teto da dívida norte-americana. A votação ocorre depois da aprovação do mesmo plano ontem (1º) pela Câmara dos Representantes. A aprovação da proposta depende de 60 votos a favor do total de 100 senadores. No Senado, o Partido Democrata, que é o do presidente norte-americano, Barack Obama, tem maioria.

A Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados) aprovou ontem à noite o acordo que evita um calote do governo norte-americano. Pelo projeto, há um corte de gastos de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões) e uma elevação no teto da dívida na mesma proporção. A proposta foi aprovada por 269 votos a favor e 161 contra.

O projeto também estabelece a suspensão do pagamento das dívidas. A votação no Senado, controlado pelo governo democrata, deve oferecer menos resistência que na Câmara, que tem maioria formada pela oposição republicana. Só depois o projeto será assinado por Obama.

A Casa Branca tem um teto legal para a tomada de empréstimos para o pagamento das contas públicas, como o salário dos militares, os juros de dívidas prévias e o sistema de saúde Medicare. O limite atual é de US$ 14,3 trilhões (R$ 22,3 trilhões).

A principal crítica dos republicanos está na proposta de aumento de impostos. Para eles, o ideal é cortar os gastos do governo. Os democratas, por sua vez, defendem taxação de fortunas e a blindagem de programas sociais voltados a idosos e mais pobres dos cortes propostos.

O acordo fechado pelas lideranças dos dois partidos no último fim de semana, no entanto, não agradou aos parlamentares de uma forma geral. Antes da votação ontem, a democrata Nancy Pelosi disse que “respeitava completamente a hesitação” daqueles que não queriam votar a favor do pacote.

*Com informações da BBC Brasil e da agência pública de notícias de Portugal, Lusa   //  Edição: Lílian Beraldo

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