O Senado terá todas as condições para votar em agosto, após o recesso parlamentar, a conclusão da reforma do Judiciário. A afirmação é do presidente da Casa, José Sarney, ao fazer um balanço das atividades do Legislativo no primeiro semestre. Segundo o senador, as eleições municipais não afetam os trabalhos do Senado com a mesma intensidade que atinge a Câmara dos Deputados.
O presidente do Congresso não viu críticas nas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que muitas vezes as matérias não tramitam no Congresso com a rapidez desejada. Lembrou que também já foi presidente da República e entende perfeitamente esta "sensação" de Lula. "Não vejo nestas declarações nenhuma maneira de querer atingir o Congresso, nem de criticá-lo", disse o senador.
Ao comentar o impasse na votação do projeto das Parcerias Público-Privadas (PPP), Sarney disse que a matéria ainda carece de negociações políticas "de natureza temática e não de natureza legislativa". Outra matéria que terá que ser aprovada, mas que ainda necessita de negociações é a Lei de Biossegurança. "A lei de biossegurança envolve aspectos ideológicos, religiosos, de maneira que a discussão fica muito mais difícil. Não é só um caso político, um problema de parlamento", disse.