Os líderes dos partidos no Senado chegaram a um acordo nesta terça-feira para que os membros da CPI do Apagão Aéreo sejam indicados num prazo de 20 dias a contar a partir desta quarta-feira. Neste período, a base do governo tentará um acordo para garantir uma CPI apenas na Câmara, onde tem uma maioria mais folgada.
O prazo de 20 dias foi decidido em reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que lerá em sessão nesta quarta o ato de "criação" da CPI. Após esse prazo, a CPI deve ser instalada depois da nomeação de seus integrantes. A oposição reclamou dos 20 dias, mas ficou sem saída porque o regimento não prevê nenhum tempo determinado, deixando a prerrogativa com o presidente do Senado.
Numa longa reunião, a oposição tentou estipular pelo menos 15 dias, mas acabou aceitando os 20, tirados após uma média de outras CPIs.
- Achei 20 dias muita coisa, mais longe do que eu desejava. Mas foi o possível, porque poderia ser maior e o governo não indicaria ninguém - disse o líder do Democratas (antigo PFL), José Agripino (RN), autor do requerimento da CPI no Senado.
Renan afirmou que o prazo foi resultado de um acordo dos líderes, e não descartou um acordo para que haja CPI somente na Câmara.
- Na medida que você lê a criação (o que será feito nesta quarta), a CPI torna-se irreversível. Só um acordo pode mudar a rota disso -, disse.
O líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu que tentará, neste período, um acordo para deixar a CPI somente na Câmara. Jucá considera difícil uma CPI mista, com integrantes das duas Casas.
- A tendência é ter uma só na Câmara -, afirmou.
Senado dá prazo de 20 dias para início da CPI do Apagão Aéreo
Terça, 24 de Abril de 2007 às 15:37, por: CdB