O Parlamento da Austrália rejeitou nesta quarta-feira o projeto de lei que estabelece um mercado de carbono no país. O projeto era o ponto central da política de mudanças climáticas do governo australiano.
O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, queria que a lei fosse aprovada antes da conferência sobre o clima em Copenhague na próxima semana.
Mas pela segunda vez, o Senado rejeitou o plano. Na véspera da votação, o partido Liberal, de oposição, trocou de liderança devido ao projeto. O senador Malcolm Turbull, que havia prometido apoio à proposta do governo, foi afastado.
Em seu lugar, os oposicionistas elegeram o senador Tony Abbott, que é contra o projeto. Os céticos em relação ao aquecimento global argumentam que a proposta prejudica a economia do país.
A vice-primeira-ministra australiana, Julia Gillard, disse que o governo reapresentará o projeto no ano que vem.
Pela proposta de Rudd, a Austrália cortaria suas emissões de CO2 nos próximos dez anos em 25%, pelos níveis de 2000.
A Austrália é um dos países que mais exporta carvão e está entre as nações com as maiores emissões de CO2 per capita.