O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (02/08) um projeto que prevê cortes orçamentários e a elevação do teto da dívida pública, afastando o risco dedefault (incapacidade de pagar as dívidas) da maior economia do mundo.
Horas antes de esgotar o prazo final fixado pelo Tesouro dos EUA para a elevação do teto da dívida, o Senado aprovou, com 74 votos a favor e 26 contra, o compromisso alcançado entre republicanos e democratas. O projeto já havia recebido o aval da Câmara dos Representantes e seguiu para a aprovação do presidente Barack Obama, que deverá assiná-lo o mais rapidamente possível.
A assinatura de Obama vai pôr fim a meses de disputa entre republicanos e democratas, um confronto que ameaçou levar o caos à economia mundial devido à ameaça de default dos Estados Unidos. Sem poder fazer novas dívidas, o governo americano não poderia mais honrar seus compromissos financeiros.
Logo após a aprovação no Senado, Obama disse que o acordo é um passo inicial importante para assegurar que os Estados Unidos possam se manter com os seus meios, mas que é necessário mais para reconstruir a economia do país. Ele pediu ao Congresso que aprove medidas nesse sentido.
A agência de rating Fitch divulgou nesta terça-feira que manteria a nota máxima AAA para os títulos dos Estados Unidos caso o Congresso aprovasse o acordo sobre a elevação do teto da dívida.
Pontos centrais do compromisso são a elevação progressiva do teto da dívida em no mínimo 2,1 trilhões de dólares e cortes orçamentários de mais de 2,4 trilhões de dólares no período de dez anos. Desse valor, 917 bilhões passam a valer com a aprovação, e os demais 1,5 trilhão deverão ser definidos até novembro por uma comissão bipartidária.
AS/rtr/afp
Revisão: Mariana Santos