Os dois principais partidos de oposição, DEM e PSDB pediram explicações sobre denúncias de que Edison Lobão Filho (DEM-MA), suplente e filho do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que deve assumir o Ministério de Minas e Energia, teria usado o nome de uma laranja para esconder dívidas com a Receita. Sobre Lobão Filho pesa ainda a suspeita de uma suposta irregularidade no arrendamento de uma emissora de TV de suas empresas. O Senado deve apurar as denúncias.
As acusações partiraram de Maria Luiza Thiago de Almeida, ex-sócia da distribuidora de bebidas Bemar. Ela diz que Lobão Filho transferiu suas ações para a empregada doméstica dela, Maria Lúcia Martins, em 1999. A transferência teria sido feita com procuração e documentos falsos.
A operação serviria para esconder da Receita uma dívida de R$ 7 milhões e de outros R$ 5 milhões com o Banco do Nordeste.
Promotores do Maranhão investigam indícios de arrendamento ilegal de uma emissora de TV pertencente a Lobão Filho. De acordo com a investigação, a TV Difusora, de Lobão Filho, que retransmite o SBT, teria sido arrendada à ONG Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (Idetec), do Rio de Janeiro.
A ação teve origem a partir de uma consulta feita à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) feita pelo Sindicato dos Jornalistas de Imperatriz. Ontem, a Anatel não se pronunciou sobre o caso. A TV Difusora informa que desconhece as investigações e nega o suposto arrendamento. A emissora argumenta que o responsável pela ONG, o empresário Ernani Ferraz, teria assumido seu setor comercial, mas já teria sido afastado, ainda no ano passado.
Senado agora quer apurar denúncias contra filho de Lobão
Segunda, 14 de Janeiro de 2008 às 07:40, por: CdB