Os líderes partidários decidiram abrir mão do acordo da maioria, que não foi apoiado pelo PDT, e adiar a votação, em segundo turno, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera o número de vereadores. A PEC somente será votada depois de decida a medida provisória do salário mínimo, que passa a trancar a pauta do Senado a partir da próxima segunda-feira.
O recuo dos líderes, que haviam decidido superar a obrigação regimental de um intervalo ou interstício de cinco dias úteis entre as votações de primeiro e segundo turno, reduzindo esse prazo a cinco sessões, foi provocado pelo líder do PDT, senador Jefferson Peres (AM), que considerou o acordo lesivo ao Artigo 412 do Regimento Interno. Imediatamente, o líder do PFL, senador José Agripino Maia (RN), comunicou que, se o acordo dos líderes provocava constrangimentos regimentais, que se cumprisse, então, o Regimento e fosse desfeito o acordo de votação.
Senado adia votação do segundo turno da PEC dos Vereadores
Quarta, 09 de Junho de 2004 às 12:03, por: CdB