Morrendo pela boca
Tudo o que Alckmin e seu estado-maior querem é que FHC fique de fora desta campanha. Sempre que a disputa é colocada em termos de comparação entre os governos FHC e Lula, o atual presidente ganha pontos. Mas a vaidade do ex-príncipe dos sociólogos não permite que ele feche a boca. Resultado: os petistas comemoram e os tucanos lamentam. Já se a comparação fosse feita entre o governo que Lula prometeu e o governo que realiza...
Governo Lula cede à Globo na TV digital
Nesta quinta-feira será assinado o acordo para a adoção do padrão tecnológico japonês para a TV digital no Brasil. A Frente Nacional por um Sistema Democrático de Rádio e TV Digital afirma que a decisão evidencia a submissão do governo Lula às grandes empresas de telecomunicações. A frente quer, ainda, que o governo use a transição do sistema analógico para o digital e a conseqüente possibilidade de ampliação do número de canais para democratizar os meios de comunicação. Mas isso também não interessa à Globo. Já há sinais de que os novos canais serão entregues às emissoras que já detêm concessões.
Berzoini nega censura
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, negou que tivesse havido censura a partes do discurso de Lula, no site do PT na internet. O fato é que a página do PT omitiu as críticas de Lula à conduta dos petistas com aliados. Tampouco reproduziu o trecho do discurso de Berzoini em que este condena a provocação feita por militantes petistas quando o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, dava apoio à candidatura à reeleição de Lula. Berzoini pode estar dizendo a verdade. É possível que o corte tenha ocorrido mesmo por decisão de algum burocrata menor, mais realista do que o rei.
Populismo?
A direita tenta encurralar Lula de véspera. Antes mesmo que o presidente dê algum sinal de que pode recorrer à pressão da opinião pública - no lugar de acordos escusos entre quatro paredes do Congresso - para construir a chamada governabilidade num eventual segundo mandato, ela se antecipa. E denuncia o que classifica como perigo de populismo. Para as elites, o ideal seria que as pessoas, depois de votar, ficassem quietinhas em casa, sem qualquer tipo de participação política. Mas de Lula elas não precisam temer o que chamam de pop