As empresas do setor de alimentos e remédios que exportam para os Estados Unidos têm até o mês de agosto para se adequar à Lei de Bioterrorismo, promulgada por aquele país no final do ano passado. O alerta foi feito durante o seminário sobre o tema, encerrado neste domingo à noite.
Participaram do evento como palestrantes a adida para Assuntos Agrícolas da Embaixada dos EUA, Kimberly Svec; o advogado da Tozzini, Freire, Teixeira e Silva, Darcy Teixeira; e o analista de Comércio Exterior da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Leonardo Santana.
O evento reuniu líderes empresarias, no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE). Na ocasião, os palestrantes ressaltaram as principais exigências da lei, que foi criada com o objetivo de evitar ataques terroristas por meio da contaminação de produtos que possam ser consumidos por animais e humanos nos Estados Unidos.
Para isso, os exportadores terão de se adequar às novas regulamentações que prevêem, entre outros pontos, a notificação da empresa exportadora junto ao Food and Drug Administration (FDA) - órgão federal norte-americano responsável pelo controle de alimentos e medicamentos - além da manutenção de um agente da empresa naquele país. Atualmente, 42% das exportações de Pernambuco são destinadas ao mercado norte-americano.