Rio de Janeiro, 27 de Abril de 2026

Semana tranqüila deixa risco-país no piso histórico

Terça, 27 de Dezembro de 2005 às 11:55, por: CdB

Baixo volume de negócios. Esta foi a tônica do mercado financeiro nesta terça-feira, com destaque para o risco-país (EMBI+ Brasil), calculado pelo banco JP Morgan, que voltou à mínima histórica de 302 pontos centesimais. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a manhã em alta de 0,94% (33.612 pontos). O dólar subia 0,64% às 13h05, a R$ 2,350 na compra e R$ 2,352 na venda.

Segundo analistas ouvidos pelo Correio do Brasil, a queda do risco-país deve-se à valorização dos títulos da dívida externa brasileira. No final da manhã, o Global 40 tinha alta de 0,19%, cotado a 129,50% do seu valor de face. Esse é um novo recorde de preço do Global 40, título brasileiro mais negociado. A poucos dias do final do ano, a agenda econômica é praticamente vazia nesta terça-feira.

Passado o feriado nos Estados Unidos, a liquidez é melhor na Bovespa. O volume financeiro projetado para o final do ano é de R$ 1,2 bilhão, contra os R$ 448 milhões da véspera. Ainda assim, os negócios são predominantemente de curto prazo, já que fundos de investimento e tesourarias bancárias evitam arriscar ganhos do ano e preferem apenas fazer ajustes e operações de giro rápido.

A Petrobras PN, ação melhor posicionada no Ibovespa, fechou a manhã em alta de 0,52%. Entre as 57 ações do índice, as maiores altas no período foram de Tele Centro Oeste PN (+3,38%) e Telesp Celular Participações PN (+3,19%). As quedas mais significativas do índice são de Celesc PNB (-1,36%) e Contax ON (-1,29%).

O volume de negócios também é reduzido no mercado futuro de juros, onde as taxas oscilaram entre a estabilidade de pequenas altas. O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2007, o mais negociado, tem taxa de 16,34% ao ano, a mesma do fechamento de segunda-feira.

No mercado do dólar, a moeda norte-americana continuava a trajetória de alta nesta terça-feira, em um mercado de baixa liquidez onde as atuações do Banco Central são a maior influência. Às 11h26, a divisa norte-americana era vendida a R$ 2,349, com alta de 0,51%.

- O mercado está bem pequeno, quase nada de volume, até às 10h20 tem apenas US$ 8 milhões registrados - comentou o operador de câmbio de uma corretora nacional, acrescentando que algumas tesourarias aproveitam a semana para ajustar suas posições em dólar.

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