Rio de Janeiro, 25 de Outubro de 2026

Sem verba, obras do Teatro Paschoal Carlos Magno voltam à estaca zero

Quarta, 31 de Agosto de 2011 às 19:34, por: CdB

Aline Furtado
Repórter

A falta de verba pública para a continuação das obras do Teatro Paschoal Carlos Magno, iniciadas há 31 anos, faz com que a possibilidade de intervenções no local volte à estaca zero. A questão retorna ao ponto de partida após não ser concretizado o aceno positivo do MinC sobre o repasse de R$ 3,5 milhões, os quais seriam somados à contrapartida da Prefeitura no valor de R$ 500 mil.

"Por situações burocráticas, trocas de governo e questões políticas, orepasse não foi efetivado. Agora estamos atuando de forma a buscar apoio,junto às esferas municipal, estadual e federal, além de leis deincentivo à cultura, a fim de levantar recursos para retomar as obras econcluir", destaca a porta-voz da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa). O projeto arquitetônico foiconcluído e apresentado em agosto do ano passado.

O anúncio de que o projeto parou, mais uma vez, vem quase dois meses depois da visita de um dos diretores da Fundação Cultural Palmares, vinculada ao Ministério da Cultura (MinC), Martvs das Chagas, a Juiz de Fora, quando se encontrou com o superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, a fim de apontar a possibilidade de interceder junto ao governo federal, para a captação de verbas que possibilitassem a continuidade das obras do teatro. O Portal ACESSA.com entrou em contato com a assessoria do MinC, a fimde saber sobre a possibilidade de captação de recursos, mas, até ofechamento desta nota, não houve retorno.

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As obras do teatro, localizado na rua Gilberto de Alencar, foram iniciadas em 1980. Ainda no início da intervenção no local, trabalhadores descobriram que, como a terra do local era muito argilosa, seria necessário construir uma contenção no entorno do prédio, o que garantiu a estabilidade. Com isso, o valor orçado ultrapassou o previsto pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), na época.

Com a mudança de pessoal na administração municipal, foram feitas algumas tentativas de retomada das obras, sem sucesso. Nos anos 90, o local, com apenas parte construída e no reboco, foi usado por artistas da cidade como espaço alternativo para montagens teatrais. Sondado, inclusive, para abrigar o Legislativo Municipal, o teatro teve suas plantas revistas no final da década de 90, quando foi apontada a necessidade de se levantar R$ 1,2 milhão, o que, mais uma vez, impossibilitou a conclusão das obras.

Já na gestão do atual prefeito, Custódio Mattos, foram apresentadas algumas tentativas de retomada das obras. Entre elas, contatos com técnicos da Fundação Nacional de Artes (Funarte) e com o curso de Arquitetura da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que possibilitou que alunos desenvolvessem proposições arquitetônicas para o teatro. Mais recentemente, a notícia da verba do MinC deu novo ânimo à construção, possibilitando, inclusive, a elaboração de um projeto arquitetônico, orçado em R$ 145 mil.

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