Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026

Sem-terra realizam ocupações de Norte a Sul do Brasil

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou, na manhã desta segunda-feira, um balanço nacional sobre suas atividades em todo o país. Segundo a nota, os sem-terra promoveram manifestações em mais dois Estados nos últimos dia. (Leia Mais)

Segunda, 18 de Setembro de 2006 às 09:39, por: CdB

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) divulgou, na manhã desta segunda-feira, um balanço nacional sobre suas atividades em todo o país. Segundo o comunicado, os sem-terra promoveram manifestações em mais dois Estados nos últimos dia, para cobrar dos governos estaduais e federal o cumprimento das metas de assentamento neste ano, a liberação das cestas básicas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a atualização dos índices de produtividade. Nesta semana, o Movimento já realizou protestos em 11 Estados, como Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Alagoas, Bahia, Pernambuco e Goiás.

Cerca de 700 trabalhadores do MST ocuparam fazenda do deputado federal José Janene (PP-PR), em Guaravera, distrito de Londrina, região norte do Paraná. A área é chamada de "3 Jota" e tem 192 hectares para a criação de ovelha.

A ação pretende denunciar o desvio de dinheiro público para a compra de fazendas, que deveriam ser destinadas à Reforma Agrária, para o acúmulo de patrimônio e especulação imobiliária. Janene enfrenta a acusação de ser beneficiário de R$ 4,1 milhões sacados pelo seu assessor, João Cláudio Genu, das contas do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, o operador do esquema do "mensalão". Além disso, o deputado é réu em 13 ações civis públicas na Justiça paranaense.

O MST exige que as fazendas de Janene, adquiridas por meio de recursos provenientes de esquemas de corrupção, sejam destinadas à Reforma Agrária e que o mandato do deputado Janene seja cassado. O dinheiro roubado deve ser devolvido aos cofres públicos.

Trancamento no DF

No Distrito Federal, cerca de 300 integrantes do MST bloquearam o trecho da rodovia BR 020 (Belém-Brasília), entre os municípios Planaltina (DF) e Formosa (GO), na altura do  quilômetro 10.

Os trabalhadores querem o assentamento de cerca de 170 famílias em uma área de 2,4 mil hectares na região, conhecida como Pipiripau. O local foi anunciado como assentamento em 2002, último ano do governo Fernando Henrique Cardoso. Até agora, a área não foi destinada à Reforma Agrária. Há quatro anos, ao descobrir que não havia nenhuma família nas terras, o MST fez a primeira ocupação. Esse tipo de assentamento é conhecido como "fantasma".

A área pertence ao Governo do Distrito Federal, que fez um acordo com o Incra para o assentamento de famílias em regime de cooperativa. Nessa pareceria, o órgão federal liberaria os recursos para a construção de casas, estradas, créditos e assistência técnica.

O governo liberaria a área desde que pudesse escolher as famílias a serem assentadas. O governo distrital se recusa a ceder a área para o assentamento dos trabalhadores. Uma equipe do MST se reuniu com representantes da Secretaria de Agricultura do GDF e da Ouvidoria Agrária, na sede da secretaria de Agricultura.

Paraíba

Em João Pessoa, os 500 lavradores do MST e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) seguem com a ocupação da sede do Incra.

Desde a tarde de quarta-feira, os agricultores de 49 acampamentos fazem o protesto para exigir do Incra o cumprimento da meta de assentamento de 500 famílias em 2006. Até agora apenas 20 famílias foram assentadas.

Cerca de 2.700 famílias que vivem embaixo da lona preta no estado da Paraíba.

O MABtambém participa da ocupação e protesta contra expulsão de 700 famílias para a construção da barragem de Acauã. Por isso, reivindica o assentamento das famílias desalojadas pela obra.

Mato Grosso

Em Cuiabá, o Incra continua ocupado por 100 famílias que reivindicam a liberação das cestas básicas e a agilização do processo de desapropriações. A meta de assentamentos no Estado é 2.200 famílias, mas até agora apenas 70 famílias receberam seus lotes no ano. Há cerca de 3.500 famílias acampadas. Com o fechamento da BR-070, em Cáceres, uma equipe do Movimento na cidade conseguiu marcar uma audiência com o

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