Rio de Janeiro, 22 de Outubro de 2026

Sem Terra desocupam fazenda em Iaras e marcham para Bauru

Sexta, 26 de Agosto de 2011 às 10:14, por: CdB
Sem Terra desocupam fazenda em Iaras e marcham para Bauru

Após uma semana de manifestações e negociações, trabalhadores participam de audiência pública para debater grilagem de terras públicas e uso social de áreas da União

Por: Fábio M. Michel, Rede Brasil Atual

Publicado em 26/08/2011, 15:17

Última atualização às 15:17

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São Paulo - Os cerca de 400 trabalhadores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, que desde o início da semana  voltaram a ocupar terras da União atualmente exploradas pela Cutrale, em Iaras (interior de São Paulo), deixaram a área ao meio-dia desta sexta (26).

A liminar que exigia reitegração de posse à empresa determinava a desocupação na última quarta-feira (24), mas um acordo entre a coordenação da atividade e a força policial local garantiu a permanência dos ativistas por mais dois dias.

A ideia era organizar a continuidade do movimento - os trabalhadores seguiram em marcha até o centro de Bauru, onde foi agendada uma audiência pública, a partir das 14h, que discutirá a grilagem de terras públicas, e como encaminhar a luta para que sejam ocupadas socialmente.

"Queremos levar para dentro do governo a questão do uso indevido destas áreas por empresas do agronegócio e fazer com elas sejam direcionadas para a reforma agrária", disse Ricardo Barbosa, coordenador do MST, durante a caminhada entre a fazenda ocupada e a Câmara de Vereadores de Bauru - um trajeto de cerca de 120 quiômetros.

Além de representantes dos trabalhadores, são esperados para a audiência pública um representante da superintendência do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Ligado ao ministério do Desenvolvimento Agrário), o deputado estadual Simão Pedro (PT-SP), o deputado federal Ivan Valente (PSol-SP), o bispo da Diocese de Presidente Prudente e integrante da CPT (Comissão Pastoral da Terra) Dom José de Aquino, o integrante da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Jorge Soriano Moura e dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Conlutas.

Um ato público está programado para logo depois da audiência, em frente à Câmara. 

Em breve mais informações

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