Rio de Janeiro, 13 de Agosto de 2026

Sem-terra ameaçam invadir presídio

Cerca de 500 trabalhadores sem-terra montaram, nesta quinta-feira, um acampamento em frente ao presídio Cyridião Durval na cidade de Porto de Pedras, a 94 quilômetros da capital Maceió, onde estão presos seis trabalhadores rurais ligados à Comissão Pastoral da Terra (CPT), informa a assessoria da CPT. (Leia Mais)

Quinta, 07 de Agosto de 2003 às 17:30, por: CdB

Cerca de 500 sem terra montaram, nesta quinta-feira, um acampamento em frente ao presídio Cyridião Durval na cidade de Porto de Pedras, a 94 quilômetros da capital Maceió, onde estão presos seis trabalhadores rurais ligados à Comissão Pastoral da Terra (CPT), informa a assessoria da CPT.

Eles prometem ficar no local até que todos sejam soltos. Segundo a nota da CPT, também participam do protesto religiosos e representantes das pastorais sociais da Igreja Católica.

Eles protestam contra a ação do juiz Rivoldo Sarmento, que decretou a prisão dos sem-terra. Os trabalhadores rurais foram presos na terça-feira nos municípios de São Miguel dos Milagres e Porto de Pedras, porque bloquearam estradas reivindicando cestas básicas.

O comandante da PM de Alagoas, coronel Edmilson Cavalcante, ordenou o deslocamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) para reforçar a segurança do presídio e tentar evitar a invasão dos sem-terra.

A coordenação da Comissão Pastoral da Terra pediu o deslocamento de trabalhadores rurais dos acampamentos e assentamentos do MST e MLST para o presídio Cyridião Durval, que fica na margem da rodovia BR-104.

O departamento jurídico da CPT entrou com um pedido de harbeas-corpus, no Tribunal de Justiça de Alagoas, para os trabalhadores Severino Amaro da Silva, José Cícero da Silva, José Armando Roque da Silva, Mauro Ferreira dos Santos, Heronildo dos Santos e José Cícero dos Santos Silva, que já estão há mais de 26 horas em uma das celas do Cyridião Durval.

Apesar de evitar comentar a estratégia da coordenação da CPT, os sem-terra garantem que a possibilidade de invasão do presídio Cyridião Durval só vai ser definida depois do julgamento do pedido de harbeas-corpus, que deve acontecer em 48 horas.

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