Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Sem posição oficial do governo brasileiro, França segue otimista com <i>Rafale</i>

A França está confiante de que o Brasil vai escolher jatos militares Rafale do país, afirmou a ministra do Comércio, Anne-Marie Idrac, nesta sexta-feira. Idrac falou um dia depois que o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, negou que o país fechou acordo para comprar os jatos franceses produzidos pela Dassault Aviation e que Brasília ainda não tomou uma decisão sobre o modelo que será usado para compor a próxima geração de caças do Brasil. (Leia Mais)

Sexta, 05 de Fevereiro de 2010 às 11:50, por: CdB

A França está confiante de que o Brasil vai escolher jatos militares Rafale do país, afirmou a ministra do Comércio, Anne-Marie Idrac, nesta sexta-feira.

– A decisão do Brasil não está confirmada. Temos, porém, informação que nos dá razão para estarmos confiantes. Acreditamos que nosso avião tem tantas qualidades que temos razão em estarmos otimistas – disse Idrac a jornalistas durante uma conferência sobre dados comerciais do país.

Idrac falou um dia depois que o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, negou que o país fechou acordo para comprar os jatos franceses produzidos pela Dassault Aviation e que Brasília ainda não tomou uma decisão sobre o modelo que será usado para compor a próxima geração de caças do Brasil. O Rafale compete com o Gripen NG, produzido pela sueca Saab e com o F-18, da norte-americana Boeing, defendida pelo novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, na reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no final da tarde desta quinta-feira.

Shannon disse que a Boeing ainda está no páreo para vender 36 aviões caças à Força Aérea Brasileira (FAB) e acrescentou que os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Defesa, Nelson Jobim voltaram a negar, no encontro, que o governo brasileiro já tenha concluído o processo de escolha das aeronaves, com a preferência pelo francês Rafale.

– Tive a oportunidade de falar com o presidente (Lula). Sobre os aviões, o ministro Jobim e o ministro Amorim disseram que não há ainda uma definição do governo do Brasil – afirmou.

Embora seja clara a preferência do governo brasileiro pelo caça francês, o embaixador acredita que a briga comercial não vai influenciar na relação entre os governos dos EUA e do Brasil, ou mesmo com a Suécia – terceiro país que disputa a venda dos caças ao Brasil.

– É importante lembrar que França e Suécia são amigos e aliados. Esta é uma concorrência comercial que não vai afetar a relação entre os países – declarou.

Tags:
Edições digital e impressa