Sem diálogo com a prefeitura, professores mantêm greve e apoio aos Black Blocs
Reunidos em assembleia no Clube Municipal, Zona Norte do Rio, nesta terça-feira, os professores da rede municipal dediciram pela manutenção da greve da categoria. O movimento, que dura dois meses, seguirá com um novo calendário de protestos e o diálogo com a prefeitura segue interrompido.
O movimento, que dura dois meses, seguirá com um novo calendário de protestos e o diálogo com a prefeitura
Reunidos em assembleia no Clube Municipal, Zona Norte do Rio, nesta terça-feira, os professores da rede municipal dediciram pela manutenção da greve da categoria. O movimento, que dura dois meses, seguirá com um novo calendário de protestos e o diálogo com a prefeitura segue interrompido. Após a reunião, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe-RJ) convocou um novo protesto para as 15h, em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com a presença de professores estaduais. O ato recebe o apoio popular em outros Estados do país.
Na véspera, a Presidência da Câmara recorreu da decisão que anulou a sessão que aprovou um novo plano de cargos e salários para os profissionais de Educação do município. Na sexta-feira, a 5ª Vara de Fazenda Pública concedeu liminar em ação de nove vereadores de oposição cancelando os efeitos da votação. Até a noite passada, o processo estava em análise no gabinete da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Leila Mariano.
A assessoria de imprensa da Câmara dos Vereadores disse que as telas de aço foram instaladas nesta terça-feira. Também foram trocados tapumes na parte interna, que haviam sido instalados principalmente nas janelas da Casa, e foram queimados por coquetéis molotov. Até agora, já foram gastos cerca de R$ 30 mil em ações de reparo e de reforço da segurança no Palácio Pedro Ernesto.
Os dirigentes do Sepe, reunidos ao longo do dia, nesta segunda-feira, denunciaram a ação de policiais que "tentam envolver os professores em crimes e processos absurdos".
– Até nossos telefones foram grampeados, com o apoio de setores das polícias Federal e Civil – revelou ao Correio do Brasil um dos professores que participaram da reunião.
O apoio dos professores ao grupo Black Bloc também foi garantido neste encontro. Em documentos e nos discursos de dirigentes do Sindicato, ficou clara a posição da categoria de não focar suas posições em atos de insubordinação civil, mas em críticas às ações violentas da PM durante os protestos.
– O que precisa ficar claro também é que quem dita as regras das manifestações é a categoria. O apoio é bem-vindo, mas como os protestos são feitos é algo que são os profissionais de educação quem decidem – disse a jornalistas o coordenador do Sepe, Alex Trentino.
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