Adireção da Associação dos Professores de Santa Cruz (Adosac), na Argentina, afirmouatravés de comunicado que o início das aulas, após o recesso do inverno,depende das atitudes e do posicionamento do governo provincial. Após dois mesesde luta, os professores, que reivindicam um aumento salarial de 50%, decidiramdurante um Congresso levantar a greve, o que não quer dizer que abandonaram aluta.
Apóso Congresso, realizado para resolver os rumos das ações, os professores votarampelo levantamento da medida de força, contudo, deixam claro que "se o governonão dá respostas, voltarão a tomar medidas logo após o recesso invernal”.
Emcomunicado, os professores denunciam que o governo está resistindo em negociaruma proposta salarial e ainda ameaça fazer corte no salário família e escolar. Elesafirmam que, mesmo insistindo em uma reunião, não houve, por parte do governo,intenção de negociar.
"A postura do governo continua inflexível a tal ponto que tem provocadoindiscriminados e selvagens descontos, chegando a reduzir os salários família eescolar, no caso dos companheiros com filhos, a ação se contrapõe com odiscurso "progressista” do pagamento do salário família universal para todos,pregado pelo governo "nacional e popular”, sustenta o comunicado.
Odocumento também ressalta que a votação no Congresso decidiu pela retomada dasaulas e por mudanças de estratégias nesta luta. Uma das intenções é "clarificare ratificar ante a comunidade quem é realmente o responsável peloaprofundamento do conflito”. Outro objetivo é deixar claro que a retomada dagreve é de responsabilidade total do governo e depende de suas ações.
Apesardas dificuldades, inclusive financeiras, os professores garantem que seguemtrabalhando em todas as filiais e se mantendo com os fundos de greve e doaçõessolidárias de alimentos.
Contexto
Emabril deste ano, os professores da província argentina de Santa Cruz iniciaramuma greve por melhorias salariais. Embora reivindicassem 50% de aumento, ogoverno provincial só chegou a oferecer 25%, além de autorizar a contratação deprofessores temporários para substituir os grevistas e exigir o retornoimediato às aulas.
Aproposta, além de ser recusada, causou a intensificação das manifestações emvárias cidades da província patagônica, em especial em Río Gallegos e Las Heras,o que ocasionou na citação na justiça de 30 manifestantes e em agressões aprofessoras.
Desdeagosto do ano passado, os docentes já reivindicavam melhorias salariais eaguardavam serem chamados para uma reunião paritária, o que não aconteceu até omomento.