Rio de Janeiro, 17 de Fevereiro de 2026

Sem acordo paralisação dos Correios deve continuar

Segunda, 17 de Setembro de 2007 às 13:56, por: CdB

Sindicalistas reunidos com a direção da Empresa de Correios e Telégrafos nesta segunda-feira informaram que foi mantida a proposta salarial para os funcionários da estatal. A paralisação, que já está no quinto dia, deve continuar.

— O presidente da empresa melhorou a questão da assistência médica e o auxílio creche, mas manteve a mesma posição que já foi rejeitada de aumento salarial. A nossa avaliação é que a greve continua. A empresa está intransigente e não avançou um milímetro —, disse José Gonçalves, membro da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e integrante do comando nacional de greve.

Segundo ele, o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio reafirmou a proposta de dar um abono de R$ 400 mais uma incorporação salarial de R$ 50 a partir de janeiro de 2008. Os sindicalistas propuseram, além disso, que haja um aumento a partir do próximo mês de R$ 41, o que foi descartado pelos dirigentes da estatal.

A única melhora, segundo o sindicalista, foi na parte social. A proposta é garantir que os funcionários possam usar creche para filhos de até sete anos e colocar pai e mãe em plano de saúde.

A proposta será apresentada nas assembléias estaduais dos sindicatos, mas a recomendação do comando é manter a paralisação por tempo indeterminado, segundo Amanda Corsino.

Os funcionários de Brasília já fizeram assembléia e resolveram permanecer em greve. A adesão à greve na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) já é de 85% da categoria na maioria dos 399 municípios do Paraná, de acordo com o  Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR).

Das 12 agências de Curitiba, seis estão fechadas, incluindo as duas maiores, localizadas no centro da cidade.

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