Sindicalistas reunidos com a direção da Empresa de Correios e Telégrafos nesta segunda-feira informaram que foi mantida a proposta salarial para os funcionários da estatal. A paralisação, que já está no quinto dia, deve continuar.
— O presidente da empresa melhorou a questão da assistência médica e o auxílio creche, mas manteve a mesma posição que já foi rejeitada de aumento salarial. A nossa avaliação é que a greve continua. A empresa está intransigente e não avançou um milímetro —, disse José Gonçalves, membro da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e integrante do comando nacional de greve.
Segundo ele, o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio reafirmou a proposta de dar um abono de R$ 400 mais uma incorporação salarial de R$ 50 a partir de janeiro de 2008. Os sindicalistas propuseram, além disso, que haja um aumento a partir do próximo mês de R$ 41, o que foi descartado pelos dirigentes da estatal.
A única melhora, segundo o sindicalista, foi na parte social. A proposta é garantir que os funcionários possam usar creche para filhos de até sete anos e colocar pai e mãe em plano de saúde.
A proposta será apresentada nas assembléias estaduais dos sindicatos, mas a recomendação do comando é manter a paralisação por tempo indeterminado, segundo Amanda Corsino.
Os funcionários de Brasília já fizeram assembléia e resolveram permanecer em greve. A adesão à greve na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) já é de 85% da categoria na maioria dos 399 municípios do Paraná, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR).
Das 12 agências de Curitiba, seis estão fechadas, incluindo as duas maiores, localizadas no centro da cidade.
Sem acordo paralisação dos Correios deve continuar
Segunda, 17 de Setembro de 2007 às 13:56, por: CdB