Assembleia às 18h em dois sindicatos da categoria dos ferroviários pode decidir a continuidade da greve
Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual
Publicado em 01/06/2011, 17:14
Última atualização às 17:17
São Paulo - Os trabalhadores representados pelo Sindicato dos Ferroviários da Zona Central do Brasil das linhas 11-Coral (Luz-Estudantes) e 12-Safira (Brás-Calmon Viana) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) seguem em greve desde a 0h desta quarta-feira (1º).
Procurada pela Rede Brasil Atual, a entidade disse que os trens das linhas não voltarão a operar até que haja aprovação da proposta pelos trabalhadores. A CPTM alega que os ferroviários não estão operando de acordo com a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, segundo a qual pelo menos 90% dos trens devem operar no horário de pico.
As outras linhas paralisadas, 8-Diamante (Júlio Prestes-Itapevi) e 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú), cujos trabalhadores são representados pelo Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana, operam em Plano de Contingência, definido pelo TRT. Novas assembleias estão marcadas para as 18h desta quarta.
A CPTM apresentou nova proposta ao sindicato, em que amplia o reajuste de 3,07% para 3,27%, que corresponde a 1,75% do IPC/Fipe do período de janeiro e fevereiro de 2011 com 1,5% de aumento real. A empresa também propôs aumento de 8,77% do vale-refeição e de 3,27% no auxílio-maternidade.
Segundo boletim do sindicato da zona Sorocabana, a contraproposta da CPTM "embora tenha apresentado algo de novo à categoria, ainda está longe de atender às suas reivindicações". As entidades reivindicam reposição salarial com base no período de janeiro de 2010 a fevereiro de 2011 pelo maior índice (INPC-IBGE, IPC-Fipe e ICV-Dieese), além de aumento real de 5% de mudanças no plano de cargos e salários (PCS). A data-base é 1º de março.
A nova proposta da CPTM, que é vinculada à Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, será analisada pelos trabalhadores grevistas em assembleia no final da tarde.
Os demais sindicatos, como os Ferroviários de São Paulo (que representa as linhas 7-Rubi e 10-Turquesa) e o Sindicato dos Engenheiros de São Paulo também rejeitaram a proposta feita pela CPTM, mas decidiram manter o estado de greve (continuam no trabalho, mas podem decidir pela greve a qualquer momento) e esperar por novas propostas.
Os funcionários da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo também entraram em greve a partir de quarta-feira (1º). Eles rejeitaram proposta de reajuste de 6,39% (inflação medida pelo IPC-Fipe em um ano) da Sabesp e 1,3% de aumento real. O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) mantém 20% do quadro de funcionários para operação emergencial.
Os trabalhadores devem decidir os rumos da greve às 18h desta quarta.