Ato em conjunto é aposta para sensibilizar governo quanto às reivindicações
Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual
Publicado em 02/08/2011, 18:07
Última atualização às 18:07
TweetSão Paulo - Cinco centrais sindicais realizam ato conjunto nesta quarta-feira (3) em São Paulo. As organizações querem dar visibilidade às bandeiras do calendário unificado de reivindicações para o segundo semestre. A União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e outros movimentos sociais se juntarão ao protesto.
Segundo a programação, os trabalhadores irão se concentrar pela manhã em frente à Praça Charles Miller, no Pacaembu e seguir à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), após passar pela avenida Paulista. Na pauta, estão a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, regulamentação da terceirização, fim do fator previdenciário, direcionamento de 10% do equivalente a Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), entre outros.
Das seis centrais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apenas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) fica de fora da marcha. Participam a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical, Nova Central Sindicato de Trabalhadores (NCST) e União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Tema de discussão com o governo, as medidas para amenizar o risco de "desindustrialização" no país foram lembradas pelo presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP). "Não se pode conviver com uma visão equivocada a respeito da abertura do mercado. Importar é necessário para o crescimento de uma nação, porém deve haver disciplina para que não ocorram problemas que atingem inúmeras indústrias brasileiras. A importação desenfreada está fechando muitas delas e causando desemprego", defendeu. O item também será bandeira da manifestação.
Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo (Força Sindical), aposta nas mobilizações para sensibilizar o governo quanto às reivindicações. "A pauta trabalhista não defende questões exclusivas do movimento sindical. Ela está voltada para a sociedade e, neste sentido, contempla propostas para um crescimento da economia com sustentabilidade e, consequentemente, para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e suas famílias", ressaltou.
O presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, acredita que a união das centrais aumenta a representatividade das organizações. “É importante nós da UGT participarmos, efetivamente, deste ato. Vamos às ruas de São Paulo munidos com nossas camisetas e bandeiras para exigir as melhorias que o Brasil e os brasileiros tanto necessitam”, disse Patah.