Segundo secretário-geral da CUT, entidade aproveitará momento para entrega de propostas. Demais centrais reclamam de falta de diálogo e de conhecimento do plano
Por: Leticia Cruz, Rede Brasil Atual
Publicado em 29/07/2011, 17:09
Última atualização às 17:09
TweetSão Paulo - Dirigentes de cinco centrais sindicais informaram, nesta sexta-feira (29), em nota, que não estarão presentes na reunião de anúncio da Política de Desenvolvimento da Competitividade (PDC), programada para a próxima terça-feira (2). Eles afirmam que o convite feito pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, foi apresentado sem que lhes fosse oferecida a oportunidade de participar da construção das propostas.
Assinam a nota o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) Antonio Neto, o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) José Calixto, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, Paulinho (PDT), o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) Ricardo Patah e o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes.
Das seis centrais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), apenas a Central Única dos Trabalhadores (CUT) não firma o comunicado. Segundo Quintino Severo, secretário-geral da CUT, representantes da entidade devem comparecer ao ato para entregar as reivindicações sobre o setor.
As outras cinco centrais argumentam que estão tentando buscar alternativas junto às empresas e ao governo para apresentar propostas que contenham a importação e a carga tributária, além de estimular a produção interna. Apesar disso, os sindicalistas dizem não terem sido chamados para as decisões sobre a política industrial. "Diante deste quadro, não nos parece adequado que as centrais sindicais e os empresários sejam chamados agora, de surpresa, apenas para tomar conhecimento e aplaudir medidas que desconhecem", diz a nota.
A disposição dos sindicalistas em dialogar com o governo também foi um ponto tratado no texto. "Deixamos claro que sempre estaremos prontas para conversar com o governo e apelamos à presidenta Dilma (Rousseff) para que o diálogo necessário se torne uma prática constante com as centrais sindicais, especialmente quando se tratar de decisões que afetem o emprego e a sobrevivência da indústria nacional."
Em entrevista coletiva nesta semana, representantes da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM, vinculada à CUT), Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM, ligada à Força Sindical) e Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (FitMetal, vinculada a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB), cobraram o diálogo do governo com os trabalhadores sobre o tema.
PrazoEm reunião nesta sexta-feira (29), a presidenta Dilma descartou a possibilidade de adiamento da nova política, segundo o jornal Valor Econômico. Fernando Pimentel e seus colegas ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, têm até a próxima segunda-feira (1º) para encontrar fórmulas de atender a pleitos de empresários para o plano.
O desafio é aprofundar medidas que ampliem a competitividade da indústria nacional. Acredita-se que as ações contemplem incentivo às empresas que apostam em ciência e tecnologia, além da redução do impacto da valorização do real. São esperadas medidas para a defesa comercial e estímulo à exportação.
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