Custou, mas o Brasil marcou sua maior goleada nesta fase eliminatória para a Copa do Mundo, justamente no Maracanã, onde não se apresentava há sete anos. A vitória convenceu a torcida, que aplaudiu os 5 x 0, com quatro gols nos últimos 20 minutos da partida. Até aí, a torcida se impacientou e chegou a vaiar o time por duas vezes. Mas os 11 brasileiros em campo não foram os únicos a sofrer com o mau humor do torcedor carioca, diante da partida morna que se desenrolava até o início da goleada. O apresentador de TV Galvão Bueno foi alvo de um brado da torcida que reverberava nos microfones da emissora: "Vai tomar no ..., Galvão", até que a área técnica da TV Globo percebesse e abafasse o som de fundo da transmissão.
A goleada brasileira começou com Vágner Love, vaiado ao ter seu nome anunciado na escalação, aos 18 minutos de jogo, após jogada individual pela direita de Maicon. Em seguida, Kaká chuta forte para o gol e, em outra jogada, chuta forte para o gol e Ronaldinho desloca o goleiro equatoriano. Elano, apenas alguns minutos depois, recebe uma bola driblada com maestria por Robinho, próximo à linha de fundo e marca o quarto gol. De um frango do goleiro saiu o quinto gol brasileiro, após um chute fraco de Kaká. A vitória leva o Brasil a quatro pontos em duas partidas nas eliminatórias para a Copa do Mundo.
Embora os equatorianos praticamente não tenham chegado ao gol do Brasil, a seleção do técnico Dunga não conseguiu tomar as rédeas da partida e só criou oportunidades de marcar em jogadas individuais esporádicas. Em duas delas, Robinho esteve perto de marcar seu primeiro gol no Maracanã, mas não conseguiu emplacar o "mais um" pedido pela torcida. Primeiro ele arriscou um chute de fora da área que passou perto da trave, e depois, num contra-ataque rapidíssimo iniciado por Kaká, Castillo mandou a escanteio quando Robinho estava pronto para marcar, mas levantou a torcida e o moral do time com um drible histórico sobre o zagueiro, que foi concluído por Elano.
A vitória do Brasil no Maracanã, onde não jogava desde 2000, também foi marcada por um fato inédito. Pela primeira vez, na história do estádio, foi proibida a venda de cerveja, o que levou milhares de torcedores ao protesto.