A Seleção Brasileira desembarca logo mais na Colômbia com o clima quente para o jogo de estréia nas Eliminatórias Sul-Americanas, mas debaixo de chuva e caos em Barranquilla.
Há seis meses a cidade não tinha uma chuva forte como nos últimos dois dias. Nesta sexta-feira, o hotel ficou sem energia e telecomunicações, e as ruas próximas ficaram alagadas. A previsão para a hora da partida é também de chuva.
Por outro lado, o presidente colombiano, Alvaro Uribe, confirmou presença no estádio Metropolitano de Barranquilla, no domingo, às 18h (horário de Brasília), para ver a partida. Como o clima de insegurança é muito forte no país, o esquadrão antibombas já foi acionado e irá fiscalizar e patrulhar todo o perímetro do estádio até o final do jogo.
Assim, quando a Seleção fizer o reconhecimento do estádio, neste sábado, às 18h, já estará sob a proteção dos guardas.
Por conta própria, a CBF também já está tomando as providências para que não ocorra nenhum incidente. A entidade alugou dois ônibus para a delegação brasileira. Um será o reserva, caso o oficial acabe quebrando na rua. Nesta quinta-feira, a própria Colômbia foi vítima da má conservação do seu ônibus, e por seis vezes tiveram que esperar arrumar o veículo para poder chegar ao centro de treinamento.
Mas alheio a tudo isso, a Seleção entrará em campo vestindo a camisa azul. E Carlos Alberto Parreira já decidiu colocar Alex e Emerson como titulares nos lugares dos pentacampeões Ronaldinho (suspenso) e Kleberson (cortado por lesão).
O próprio presidente do país pediu via TV que todos os colombianos usem amarelo no domingo, para incentivar a seleção contra o Brasil.
Nas ruas, a população mostra otimismo em uma vitória colombiana. - Estamos confiantes com a vitória da seleção colombiana - disse um taxista que ao ser perguntado sobre o problema da insegurança no país afirmou que isso já é comum.
- A corrupção, o narcotráfico e a guerrilha fazem parte do nosso cotidiano. Já estamos acostumados com isso - disse um taxista.