Seis grandes potências mundiais ofereceram uma série de incentivos para que o Irã suspenda o programa nuclear que desenvolve, segundo o regime dos aiatolás, para fins pacíficos. Em pronunciamento pela tv britânica, o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, David Miliband, afirmou nesta sexta-feira que os detalhes da proposta não seriam divulgados ao público.
– Tenho a satisfação de dizer que chegamos a um acordo a respeito da oferta que faremos ao governo do Irã – afirmou Miliband.
A proposta seguirá com assinatura da China, França, Rússia, Grã-Bretanha e Estados Unidos, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), junto com a Alemanha, após reunião realizada em Londres.
Embora os EUA e alguns aliados tenham levantado a suspeita que o país islâmico desenvolve um programa civil de energia nuclear como fachada para a construção de armas nucleares, o Irã tem sistematicamente negado a acusação. Em seu último pronunciamento, o premiê iraniano Mahmoud Ahmadinejad afirmou que os esforços do país são no sentido de gerar mais eletricidade e, com isso, ampliar o volume de suas exportações de petróleo e gás natural.
Em julho último, o governo iraniano rejeitou a oferta de incentivos apresentada pelas potências e desconheceu as resoluções do Conselho de Segurança que impõem sanções ao país por continuar com as experiências nucleares. Na época, os seis grandes ofereciam, em contrapartida à paralisação do enriquecimento de urânio, uma série de incentivos ao país, entre eles a cooperação em um programa civil de energia atômica e o aumento do comércio nas áreas da aviação civil, energia, tecnologia de ponta e agricultura.