Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Segurança Pública S/A: Denunciados têm 15 dias para apresentar defesa prévia

Os 16 denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Segurança Pública S/A terão 15 dias para apresentar suas defesas prévias ao Pleno do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), formado por 27 juízes que decidirão se abrem processo penal. Segundo os procuradores do MPF, tratava-se de uma organização criminosa que usou a estrutura da Polícia Civil do Rio de Janeiro para praticar lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção. (Leia Mais)

Sexta, 30 de Maio de 2008 às 06:41, por: CdB

Os 16 denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) na Operação Segurança Pública S/A terão 15 dias para apresentar suas defesas prévias ao Pleno do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), formado por 27 juízes que decidirão se abrem processo penal. Segundo os procuradores do MPF, tratava-se de uma organização criminosa que usou a estrutura da Polícia Civil do Rio de Janeiro para praticar lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e corrupção.

Os procuradores regionais da República Cristina Romanó, Maurício da Rocha Ribeiro e Paulo Fernando Corrêa denunciaram na quinta-feira as seguintes pessoas: Álvaro Lins (deputado estadual e ex-chefe de Polícia), por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva; Anthony Garotinho (ex-governador e ex-secretário de Segurança), por formação de quadrilha armada; Ricardo Hallak (ex-chefe de Polícia), por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva; e Alcides Campos Ferreira, por corrupção ativa.

Também foram denunciados: Daniel Goulart (formação de quadrilha armada); Fábio Menezes de Leão (facilitação de contrabando); Hélio Machado da Conceição (facilitação de contrabando); Jorge Luiz Fernandes (facilitação de contrabando); Luiz Carlos dos Santos (formação de quadrilha armada e corrupção ativa); Mário Franklin Mustrange de Carvalho (lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, facilitação de contrabando e corrupção passiva); Francis Bullos (lavagem de dinheiro e formação de quadrilha armada); Sissy de Macedo Bullos (lavagem de dinheiro); Vanda de Oliveira Bullos (lavagem de dinheiro); Amaelia Lins dos Santos (lavagem de dinheiro); Maria Canalis Bullos (lavagem de dinheiro), e Luciana Gouveia dos Santos (lavagem de dinheiro).

Segundo o procurador Maurício da Rocha Ribeiro, existem provas de que o grupo promovia corrupção em delegacias de polícia, com nomeações políticas de delegados que aceitassem participar do esquema - que incluía extorsão de empresários e acobertamento de atividades ilícitas – e remoção de quem fosse contra.

– Eles estão denunciados como participantes de uma organização criminosa que, durante anos, atuou no interior do governo do estado, especialmente na área de segurança pública, com o fim da prática de fatos ilícitos. Consta da nossa denúncia que,tanto o ex-governador Garotinho quanto Álvaro Lins participam ativamente da organização e da concepção dessa organização criminosa – disse.

Os procuradores negaram que a ex-governadora Rosinha Garotinho e o ex-secretário de Segurança e atual deputado federal Marcelo Itagiba estivessem envolvidos no esquema.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro informou na quinta-feira que está acompanhando a Operação Segurança Pública S.A e que já adotou providências no sentido de auxiliar na apresentação dos policiais que ainda não haviam sido encontrados, tendo, inclusive, cumprido o mandado de prisão em face de um deles e se colocando à disposição da Justiça.

A Instituição Polícia Civil reafirma a sua posição de não compactuar com qualquer desvio de conduta praticada por seus integrantes.

Transferência

O deputado estadual Álvaro Lins, seu sogro, Francis Bulos, e o ex-chefe de Polícia Civil, Ricardo Hallak, continuam presos na sede do prédio da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio, enquanto esperam ser transferidos.

Segundo a Polícia Federal eles passaram a noite na delegacia conhecida como 'de dia' da PF. A PF e a Secretaria de Segurança decidem nesta sexta-feira para onde os suspeitos de lavagem de dinheiro, corrupção ativa entre outros crimes serão encaminhados.

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