Rio de Janeiro, 04 de Outubro de 2026

Segurança é reforçada com protestos em Londres

A polícia britânica colocou em vigor na quarta-feira um dos maiores esquemas de segurança da história para proteger o centro financeiro de Londres da ação de manifestantes que ameaçam "invadir bancos" no que chamam de "Dia da Mentira Financeira". Vitrines de lojas e restaurantes foram cobertas com placas para evitar depredações durante o protesto, marcado para coincidir com a cúpula do G20 na quinta-feira em Londres.(Leia Mais)

Quarta, 01 de Abril de 2009 às 08:14, por: CdB

A polícia britânica colocou em vigor na quarta-feira um dos maiores esquemas de segurança da história para proteger o centro financeiro de Londres da ação de manifestantes que ameaçam "invadir bancos" no que chamam de "Dia da Mentira Financeira". Vitrines de lojas e restaurantes foram cobertas com placas para evitar depredações durante o protesto, marcado para coincidir com a cúpula do G20 na quinta-feira em Londres.

Policiais em licença tiveram de voltar ao trabalho, e milhares de agentes foram mobilizados de outras partes da Grã-Bretanha. Mas, no começo do dia, havia muito mais cinegrafistas e jornalistas do que manifestantes.

– Fomos roubados – disse Vinzcente Oliver, 22, que veio do norte da Inglaterra para protestar contra os cortes dos juros, que prejudicaram os rendimentos de poupadores e pensionistas.

– Vim apoiar os mais velhos, que trabalharam todos esses anos. Se nós roubássemos qualquer coisa iríamos para a cadeia – declarou.

A segurança estava especialmente reforçada em frente ao Banco da Inglaterra (Banco Central), a Bolsa e outras instituições financeiras. Policiais usando coletes amarelo-berrante revistavam pessoas em frente ao BC. Um helicóptero voava em círculos.

Perto dali, uma loja Gucci fechou e sua vitrine foi esvaziada. Uma agência bancária dos arredores também preferiu fechar as portas.

Placas de madeira protegem o memorial bélico em frente ao Royal Exchange ("Real Bolsa de Valores"), que já foi o centro comercial da City londrina e hoje funciona como shopping de luxo. Canteiros de obras no bairro foram lacrados para impedir que os manifestantes usem o material de construção como arma, segundo a polícia.

Guardas e cercas metálicas cercaram também a sede do Royal Bank of Scotland, instituição falida que foi resgatada pelo governo. Seu ex-diretor Fred Goodwin desperta ira no país por se tornar símbolo dos pagamentos elevados aos banqueiros.

Segundo a polícia, cerca de 4.000 manifestantes se reuniram em frente ao banco central inglês. Houve empurra-empurra, e os manifestantes jogaram ovos e bombas de tinta nos policiais.
Perto dali, uma loja Gucci fechou e sua vitrine foi esvaziada. Uma agência bancária dos arredores também preferiu fechar as portas.

Placas de madeira protegem o memorial bélico em frente ao Royal Exchange ("Real Bolsa de Valores"), que já foi o centro comercial da City londrina e hoje funciona como shopping de luxo. Canteiros de obras no bairro foram lacrados para impedir que os manifestantes usem o material de construção como arma, segundo a polícia.

Ambientalistas, pacifistas e outros manifestantes planejam uma série de protestos por ocasião da cúpula do G20, grupo de países desenvolvidos e emergentes, na quinta-feira.

– Será uma das maiores, mais desafiadores e complicadas operações que já fizemos – disse Simon O'Brien, comandante da polícia metropolitana.

As autoridades dizem desconhecer ameaças terroristas específicas contra a cúpula, mas estão cientes do fato de que foi durante uma cúpula do G8 na Escócia, em 2005, que quatro muçulmanos de origem britânica realizaram o pior ataque contra Londres em tempos de paz - os atentados suicidas contra metrôs e um ônibus que mataram 52 pessoas.

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