Iraque e Estados Unidos querem evitar um êxodo de diplomatas de Bagdá nesta quarta-feira, depois que uma emboscada levou o Paquistão a retirar seu embaixador. Também ocorreu um ataque a tiros ao enviado de Bahrein e o embaixador egípcio foi sequestrado.
Os diplomatas do Paquistão e do Bahrein foram atacados por homens armados em seus carros nesta terça-feira, três dias depois que o chefe da missão egípcia, Ihab el-Sherif, foi sequestrado quando estava na rua.
O braço da Al Qaeda no Iraque disse que está com Sherif. O grupo já decapitou reféns estrangeiros no passado.
- Eles estão tentando mandar uma mensagem para os países não reforçarem suas representações no Iraque - disse Laith Kubba, porta-voz do governo iraquiano.
Washington exortou outros países a não retirar seus diplomatas.
- Não é segredo que o Iraque é um lugar perigoso. "Acreditamos ser importante que a comunidade internacional mostre seu apoio aos iraquianos estabelecendo e mantendo uma presença diplomática no país - disse o porta-voz da embaixada dos EUA, Adam Hobson.
O Paquistão anunciou que o embaixador Mohammad Younis Khan foi enviado a Amã depois que seus guardas repeliram um ataque a seu comboio. Mas o rei de Bahrein, Hamad bin Isa al-Khalifa, respondeu promovendo seu enviado - atingido por um tiro na mão direita, em uma possível tentativa de sequestro - a embaixador.
Isso tornaria Ansari o primeiro diplomata árabe em Bagdá com credenciais completas de embaixador. O Iraque anunciou que o enviado egípcio seria o primeiro, dias antes do sequestro.
Em outros incidentes que teriam diplomatas como alvo, Moscou confirmou que dois carros blindados da embaixada russa foram atingidos por tiros na perigosa estrada para o aeroporto de Bagdá, e uma bomba atingiu um veículo perto da embaixada do Irã.