O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou neste sábado que as opiniões vertidas nos encontros de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial não revelam uma preocupação excessiva com os efeitos de uma futura alta nas taxas de juros dos EUA.
Uma série recente de bons dados sobre a economia americana e um avanço maior que o esperado na inflação em março levaram especialistas a adiantar para agosto as expectativas de uma alta nas taxas de juros nos EUA, que estão no nível mais baixo desde 1958.
Taxas de juros mais altas poderiam atrair investidores para os ativos americanos, em detrimento dos mercados emergentes, e por isso os preços dos ativos desses países sofreram baixas nos últimos dias.
- As avaliações feitas das questões de mudanças na política monetária americana são relativamente suaves, não há uma preocupação tão forte com essa questão - afirmou Palocci, enquanto ressaltava a firmeza da economia brasileira.
Os analistas dizem que uma alta nas taxas de juros americanas poderia deixar o Brasil especialmente vulnerável, por causa de seu alto endividamento, mas os funcionários do país que chegaram a Washington para participar das reuniões do FMI e do Banco Mundial enfatizaram que os sinais de forte crescimento econômico dos EUA favoreceriam o Brasil.
Além disso, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou na última sexta-feira que o Brasil estava preparado para uma alta nos juros americanos e que os sólidos fundamentos econômicos do país permitiriam enfrentar sem dificuldades as futuras mudanças na política monetária dos EUA.
A diretora-gerente interina do FMI, Anne Krueger, ressaltou que uma alta nas taxas americanas não tirará a economia mundial dos trilhos, porque provavelmente será gradual.
Segundo Palocci, não há preocupação excessiva com alta de juros nos EUA
Sábado, 24 de Abril de 2004 às 19:05, por: CdB