O Pentágono negou que esteja adiando o pedido de uma verba adicional para as operações no Iraque e no Afeganistão em razão das eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos.
- Não estamos pensando em termos políticos. Estamos pensando como administramos os fundos - disse Dov Zakheim, o controlador do Pentágono, em entrevista à imprensa.
Zakheim afirmou que o Pentágono vai esperar até janeiro do ano que vem para solicitar a verba adicional. Segundo ele, é muito difícil avaliar qual será o custo das operações a partir de junho, quando o poder será entregue aos iraquianos.
- Será mais cômodo esperar e, depois, olhar para trás - opinou.
O general Peter Schoomaker, comandante do Exército, já advertiu que o dinheiro vai acabar no início de setembro, se os gastos continuarem como estão. Os comandantes da Força Aérea e dos Fuzileiros também manifestaram sua preocupação sobre como serão financiadas as operações no Iraque neste intervalo de tempo (de setembro a janeiro).
Schoomaker garantiu que o Exército está gastando por mês US$ 3,7 bilhões no Iraque e entre US$ 800 milhões e US$ 900 milhões no Afeganistão.
Zakheim explicou que o Pentágono pode pegar dinheiro de outras contas para financiar o enfrentamento e a manutenção das tropas este ano sem nenhum problema. Depois, pedirá a verba adicional para o Iraque e o Afeganistão em janeiro.
- Se o Congresso não responder em alguns meses depois dessa data, aí vamos começar a ficar nervosos, muito nervosos, assim como o chefe do Exército - acrescentou.
Segundo os EUA, financiamento para o Iraque não está sendo adiado
Quinta, 12 de Fevereiro de 2004 às 00:42, por: CdB