Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Segundo Miguel Rosseto, governo não sede a pressões do MST

Quinta, 15 de Abril de 2004 às 23:13, por: CdB

No total, o Ministério pretende aplicar em reforma agrária neste ano R$ 3,1 bilhões, incluindo R$ 1,7 bilhão anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva dias após o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédille, ter afirmado em Campo Grande que abril seria o 'mês vermelho' e que haveria uma onda de invasões de terras.

A ida do ministro ao estado foi um compromisso assumido pelo governador Zeca do PT com as entidades ligadas aos sem-terra, para que eles desocupem as fazendas invadidas nos últimos dias. Os trabalhadores começaram nesta semana a deixar as áreas ocupadas e na manhã desta quinta famílias de assentamentos e acampamentos da região de Campo Grande participaram de uma passeata que reuniu cerca de mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar.

O Movimento Nacional dos Produtores (MNP) contabilizou 28 áreas invadidas em Mato Grosso do Sul, sendo 21 por índios e o restante por famílias ligadas ao MST e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

O superintendente do Incra no estado, Luiz Carlos Bonelli, calcula que serão necessários cerca de R$ 440 milhões para alcançar a meta de assentar 8 mil famílias neste ano. Para isso, o Incra pretende, além de desapropriar terras, comprar áreas. A proposta agrada ao presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), Léo Brito.

- Essa seria uma das soluções para acabar com a tensão no campo - declarou.

Ele não quis fazer comentários sobre a declaração do ministro Rossetto, preferindo dizer que o governo está tentando resolver o problema e adotando medidas que já deveriam ter sido implementadas.

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