Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Segundo Lula, desemprego é problema estrutural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não se pode culpar o governo federal pelo alto desemprego no país, porque esse é um problema estrutural. Lula disse que o caminho a percorrer é árduo e mais demorado que se quer. (Leia Mais)

Terça, 18 de Maio de 2004 às 01:57, por: CdB

Ao discursar na abertura da reunião da Frente Nacional de Prefeitos, na noite da última segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não se pode culpar o governo federal pelo alto desemprego no país, porque esse é um problema estrutural. Lula disse que o caminho a percorrer é árduo e mais demorado que se quer, mas garantiu que não dará nenhum passo em falso.

Ao falar das reivindicações dos prefeitos, Lula disse que todos estão 'predestinados a não se conformar, mas o que não se pode perder é o bom senso, o senso de limite'. Bem-humorado e à vontade com os elogios e aplausos que recebeu dentro do auditório, Lula disse que se sentia 'mais à vontade porque não está disputando nada nesse ano' e que nunca um governante cobrou tanto dos seus ministros porque fica nervoso quando as coisas não acontecem.

- Quem quiser jogar a culpa do desemprego no presidente, pode jogar. Mas é um problema estrutural, de muitos e muitos anos - disse Lula, falando dos problemas nas grandes cidades e acrescentando:

- O caminho que temos que percorrer é árduo, difícil, não tem mágica, não tem varinha de condão, é mais demorado do que queremos. Mas às vezes um passo aqui, um passo ali é mais sólido que um grande passo que dá distensão muscular. Não darei nenhum passo que não tenha sustentação ou não possa cumprir. Quem demorou tanto para chegar não pode ter pressa - disse Lula, afirmando que não fará nada de forma atabalhoada.

Lula admitiu que fica ansioso e com a 'pressão acima da média nacional' ao ver que as coisas não acontecem no ritmo que ele queria.

- Duvido que alguém já cobrou os ministros todo o santo dia, toda santa hora, como eu. Fico ansioso, com a pressão acima da média nacional, porque quero que as coisas aconteçam - disse ele, acrescentando:

- Nunca pare de reivindicar. Estamos predestinados a não nos conformarmos. Mas o que não pode é perder o limite do bom senso, o limite do que é possível.

Lula trocou elogios com o governador tucano Marconi Perillo e disse que às vezes sente que estão no mesmo partido, no mesmo partido chamado Brasil. E garantiu:

- Há muitos e muitos anos os prefeitos não eram tão bem tratados pelo governo federal - citando a proposta que recebeu de redução do preço do óleo diesel feita pelos prefeitos.

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