Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Segundo juiz, morte de Diana não foi um complô

Segunda, 31 de Março de 2008 às 07:29, por: CdB

O juiz que investigou a morte da princesa Diana disse nesta segunda-feira que não encontrou evidências de que o episódio tenha sido um complô armado por membros da família real britânica ou pelo serviço secreto britânico (MI6).

No parecer dado ao júri popular após seis meses de investigações, o juiz Scott Baker qualificou de infundadas as acusações de Mohamed Al Fayed, pai do namorado de Diana, que morreu junto com ela em uma batida de carro em 1997.

O empresário egípcio, dono da loja de departamentos Harrod's, diz que seu filho Dodi foi morto ao lado da princesa Diana sob a Ponte Alma, em Paris, por ordem do Príncipe Phillip, Duque de Edimburgo e marido da rainha Elizabeth II.

- Não há evidência de que o Duque de Edimburgo tenha ordenado a execução de Diana, e não há evidência de que o serviço secreto de inteligência ou outra agência governamental o tenha - disse o juiz.

O parecer significa que o júri pode decidir por pronunciar um veredicto em aberto, mas não um veredicto de que a morte de Diana foi um assassinato premeditado.

Outras teorias que o júri pode acatar atribuem a morte da princesa a um acidente, à negligência do motorista Henri Paul – que morreu na batida – e aos fotógrafos paparazzi que perseguiam a Mercedes que levava o casal.

Fundamento

Scott Baker descartou as idéias de Mohamed Al Fayed afirmando que elas não estão sendo desenvolvidas nem mesmo pelo advogado do empresário.

- Entre as principais, está a teoria de que Diana foi assassinada pelo serviço secreto de inteligência (MI6) sob ordens do Duque de Edimburgo. Não há sequer um traço de evidência para apoiar (essas teorias) - disse o juiz.

O repórter da BBC Oliver Conway disse que a investigação do juiz Scott Baker ouviu mais de 250 testemunhas e custou quase sete milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 25 milhões).

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