Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Segundo jornal inglês, Lula declara guerra ao tráfico

Segunda, 05 de Julho de 2004 às 21:53, por: CdB

Uma reportagem publicada no site do jornal inglês 'Financial Times' disse que o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de ter ganho a campanha com o slogan eleitoral 'paz e amor', está perdendo sua inclinação pacifista e declarando guerra ao tráfico de drogas.
Segundo o jornal, o influxo de cocaína e outros narcóticos é o culpado por muitas das 370 mil mortes violentas no Brasil na década de 90.

A reportagem diz que, em meio à crescente revolta pública contra o nível de violência urbana, Lula deverá autorizar a força aérea do Brasil a derrubar qualquer avião não identificado suspeito de contrabandear narcóticos. A medida é uma de muitas anunciadas pelo governo nos últimos meses que indicam uma crescente militarização dos esforços para evitar a entrada de drogas vindas da Colômbia e do Peru.

- O governo está começando a perceber que existe uma ligação entre a insegurança regional e local. O que acontece na Colômbia tem conseqüências nas ruas do Rio - disse Rubem César Fernandes, diretor-executivo do grupo comunitário Viva Rio, em entrevista ao Financial.

Durante algum tempo o Brasil foi um país de trânsito para drogas da Colômbia, mas, segundo o jornal, com o reforço dos controles em outros locais as drogas inundaram as cidades brasileiras nos últimos anos. O número de usuários de cocaína triplicou na década de 90. Além disso, o consumo de drogas nos países desenvolvidos está atingindo um nível de saturação e o Brasil é um mercado atraente.

Outra medida adotada pelo governo brasileiro no combate às drogas, diz o Financial Times, foi a criação de uma força policial de elite para combater o narcotráfico e conter a violência urbana. Até o fim do ano deverá contar com 2 mil soldados.

Além disso, o jornal destacou a aprovação do Senado de uma lei que que permite que as forças armadas assumam tarefas policiais no combate às drogas. O exército vai deslocar uma brigada de 3 mil homens do Rio de Janeiro para ajudar a patrulhar rios e estradas nas fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, conclui o Financial.

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