Embora diga que não há evidência de envolvimento de outros funcionários no esquema de fraudes na compra de derivados de sangue, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Gastão Wagner, não descartou novas demissões no ministério caso as investigações apontem o envolvimento de outros servidores, deixando escapar que há suspeitas contra os 25 servidores já afastados, ao contrário do que têm dito o Ministério da Saúde até agora, que atribui as exonerações a medidas preventivas.
- O inquérito policial e a auditoria interna continuam. Todo mundo que estiver envolvido com evidências e indícios nós temos que afastar - afirmou.
Indagado se poderia haver novas demissões, o secretário respondeu:
- A gente espera que não, mas se for necessário vai ter.
Gastão Wagner admitiu que houve desorganização na área de recursos logísticos do Ministério, mas afirmou que tudo está sendo resolvido.
- Estava mal posto. É óbvio que desorganiza, mas estava mal posto. É melhor repor do que ficar como estava. Dá mais trabalho, mas estamos impedindo qualquer interrupção nos processos de compra - afirmou.
Gastão Wagner participou nesta terça-feira do lançamento do programa 'Brasil contra a Homofobia', no Ministério da Justiça, iniciativa que pretende combater a discriminação sexual.
Segundo Gastão Wagner, há indícios contra servidores demitidos
Terça, 25 de Maio de 2004 às 22:20, por: CdB