O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse na última terça-feira que estima um crescimento de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2004. Apesar de a estimativa oficial do governo ser de 3,5% do PIB, Furlan disse que os indicadores da economia estão mostrando resultados positivos.
- Todos os números mostram que o Brasil vai para frente. Estamos com crescimento no mercado interno, nas exportações, com superávit primário, nas contas correntes e na balança comercial - disse Furlan.
Ele explicou que metade do crescimento da economia brasileira vem do aumento das exportações, que já está ocorrendo. Já a outra metade vem do mercado interno, que também está crescendo.
- A metade do crescimento programado vai vir do aumento das exportações e a outra metade do mercado interno. É a prova de São Tomé. Quem quiser clica no site e olha os números - afirmou.
Furlan se reuniu nesta terça-feira com os ministros da Fazenda, Antonio Paloçi, do Trabalho, Ricardo Berzoini, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jaques Wagner, e da Previdência, Amir Lando, para discutir medidas de estímulo à criação de pequenas empresas no país.
- Estamos analisando uma série de medidas que visem a estimular o empreendedorismo simplificando procedimentos e principalmente visando a colocar dentro da formalidade pessoas físicas que hoje atuam na informalidade - disse Furlan.
Segundo ele, o governo estuda medidas que facilitem o acesso a crédito para que haja aumento do número de empregos no país e uma melhora na qualidade do trabalho. Uma das medidas que está sendo avaliada, por exemplo, seria permitir que uma pessoa que queira começar uma empresa mas tenha poucos recursos, possa criar uma pré-microempresa, na qual ela pagaria tributos como pessoa física. Essa condição seria temporária, mas ajudaria os novos empresários a se estabelecerem no mercado.
- Uma pessoa que está desempregada e que queira constituir um pequeno negócio hoje teria que criar uma empresa e passar por todas as formalidades, mesmo se optasse pelo pagamento de impostos pelo Simples. Ao mesmo tempo, essa pessoa teria dificuldade de conseguir crédito. Estamos analisando a possibilidade de haver uma pré-microempresa com o empresário tendo a acesso a crédito e pagando impostos como pessoa física, o que poderia alavancar um pequeno negócio - explicou o ministro.
Segundo Furlan, crescimento pode ser de 4% em 2004
Terça, 11 de Maio de 2004 às 21:50, por: CdB