Os moradores da Rocinha têm o mais baixo índice de escolaridade da cidade, segundo revelou a pesquisa 'Mapa do fim da fome II', feita pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Ação da Cidadania e o Banco Rio de Alimentos.
De acordo com o estudo, que detalha as condições sócio-econômicas do Rio, a maior parte dos moradores da Rocinha (31,7%) tem entre quatro e sete anos de estudo; 27,07%, não têm instrução ou passaram menos de um ano na escola; 19,8% estudaram de um a três anos; 18,4% têm de oito a 11 anos; e apenas 2,1% estudaram 12 anos ou mais.
O estudo, que será lançado nesta quinta-feira, mostra ainda que os moradores da Rocinha têm a quarta menor renda da cidade (R$ 434), superando apenas as dos moradores das favelas do Jacarezinho, da Maré e do Complexo do Alemão.
Pelo levantamento, é possível traçar um perfil dos moradores da Rocinha: as mulheres estão em maioria, mas com pequena vantagem em relação aos homens (50,7% contra 49,3%). A maior parte da população (12,1%) é de jovens, na faixa de 20 a 24 anos. Em segundo lugar, aparecem as crianças com até 4 anos, que representam 10,9% do total; depois surgem os jovens de 25 a 29 anos (10,7%). Os moradores com 60 anos ou mais são apenas 4,4%.
O levantamento mostra ainda que 8,7% da população estão desempregados, índice acima da média da cidade (7,6%). Os empregadores representam apenas 0,2%.
A maioria da população é branca: 53,86%. Os pardos representam 36,4% e, os negros, 8,6%. A maior parte (69,1%) se declara católica. Os evangélicos representam 15%. E 13% disseram não ter religião.
Em relação ao estado civil, a maior parte dos moradores da Rocinha (30,3%) vive em união consensual. Os que se casaram no civil são 10,4% e, no civil e no religioso, 9,9%.
Segundo estudo, desemprego na Rocinha é maior do que no RJ
Quinta, 15 de Abril de 2004 às 02:06, por: CdB