Rio de Janeiro, 25 de Setembro de 2026

Segundo animal com suspeita do mal da vaca louca é descoberto nos EUA

Quarta, 30 de Junho de 2004 às 00:35, por: CdB

Um segundo animal nos Estados Unidos testou positivo preliminarmente para a doença da vaca louca e terá sua amostra reexaminada para confirmação, informou na última terça-feira o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês).

O Departamento se recusou a dar qualquer informação sobre o animal suspeito, mas disse que sua carcaça não entrou na cadeia de fornecimento para alimentação humana.

Autoridades do USDA voltaram a afirmar que os kits de testes rápidos, adotados no início do mês para aumentar o número de exames no rebanho do país, trazem um risco maior de resultados positivos falsos.

O primeiro caso de vaca louca nos Estados Unidos foi registrado em dezembro do ano passado em uma vaca leiteira no Estado de Washington. Como resultado, o Japão e dezenas de outros países suspenderam as compras de carne americana, avaliadas em US$ 3,8 bilhões por ano.

A vaca louca causa degeneração cerebral e acredita-se que ela passa de um animal para outro quando o gado ingere os restos de outro animal. Essa prática, de utilização de restos mortais como ração, está proibida nos EUA desde 1997.

A variação humana da doença teria sido responsável pela morte de mais de 130 pessoas, a maioria na Europa. Na semana passada uma mulher, chamada Charlene Singh e que era o único caso conhecido da versão humana da doença nos EUA, morreu em Fort Lauderdale, na Florida.
O veterinário chefe do USDA, John Clifford, disse que o teste desta terça-feira teve resultado sem conclusão e que um exame confirmatório deve ser realizado no Laboratório de Saúde Animal do Departamento na cidade de Ames, Estado de Iowa. O resultado deve demorar entre quatro e sete dias.

- O resultado sem conclusão não significa que encontramos outro caso de BSE (como a doença também conhecida) neste país. Resultados sem conclusão são um componente comum dos testes rápidos, que são projetados para serem extremamente sensíveis, por isso eles detectam qualquer amostra que pode possivelmente ser positiva - disse ele em comunicado.

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