Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2026

Segundo Aécio Neves, marajás são favorecidos pelo governo federal

Quinta, 20 de Novembro de 2003 às 01:00, por: CdB

O governador Aécio Neves (PSDB) afirmou na última quarta-feira que o governo federal está agradando aos 'grandes marajás' do serviço público brasileiro ao aceitar excluir do texto da reforma previdenciária a fixação dos subtetos salariais nos estados.
 
- Isso certamente terá como conseqüência o aplauso dos grandes marajás desse país que, em cima do serviço público, ganham remunerações absolutamente dissociadas da realidade - disse.
Caso o acerto se mantenha, atacou, os 'marajás' vão usufruir desse privilégio 'pela eternidade' e 'com a concordância do Governo federal'.
 
- É um enorme retrocesso e cabe a mim aqui lamentar que o Governo tenha se fragilizado a ponto de ter de aceitar uma proposta absolutamente indecorosa como essa - considerou.

No Executivo mineiro, cerca de 600 salários superiores ao teto teriam que ser adequados.
 
- Fica aqui o meu veemente protesto. Concordo com as declarações que vi hoje de alguns parlamentares, em especial do deputado mineiro e ex-ministro da Previdência, Roberto Brant. Essa é realmente a emenda dos marajás - reiterou, definindo como 'lamentável' o que considerou um 'enorme retrocesso na reforma previdenciária'.

Na Assembléia, mais de 100 servidores ativos e inativos ganham mais do que os deputados, que têm salário básico de R$ 18 mil, chegando a R$ 40 mil. Aécio definiu a negociação como 'inaceitável' e 'inadmissível'.
 
Sem o subteto, o limite é o teto de R$ 17 mil. No Estado, o Governo enviou à Assembléia Legislativa projeto fixando o teto dos servidores do Executivo em R$ 10,5 mil, remuneração definida para o governador do Estado. A tramitação foi paralisada até que se aprove a emenda da Previdência.

Aécio assegurou que a decisão será mantida.
 
- Eu resistirei até onde puder. Em Minas, no Executivo, o limite é o salário do governador e continuarei exercendo esse limite até que não possa mais fazê-lo - disse.

Os salários dos servidores mineiros que ganham mais do que o teto ainda não estão sendo reduzidos sob o argumento da indefinição nacional.

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