Quarta, 19 de Fevereiro de 2014 às 02:48, por: CdB
O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para calcular o reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 0,24% na segunda prévia de fevereiro, favorecido principalmente pela desaceleração da alta dos preços no atacado mas também no varejo. A taxa é menor do que a observada na segunda prévia de janeiro (0,46%). Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o IGP-M acumula taxa de 5,61% em 12 meses.
Houve quedas nos três subíndices que compõem o IGP-M. O subíndice de Preços ao Produtor Amplo, que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, passou de 0,36% na prévia de janeiro para 0,06% na prévia deste mês. O preço da soja em grão caiu 7,05%, aprofundando a queda que já era de 3,74% em janeiro. Também desaceleraram o farelo da soja (-4,69% para -6,21%), as aves (0,38% para -2,88%) e o milho em grão (3,19% para 1,16%). No sentido contrário, aceleraram a laranja (4,13% para 9,47%), o leite in natura (-5,02% para -3,83%) e o trigo em grão (-2,44% para -0,49%). Devido à importância de soja e milho, o índice referente a matérias-primas brutas caiu 0,86%, após subir 0,16% em janeiro.
Os bens finais também perderam força na passagem do mês, com queda de 0,08%, depois de subir 0,25% na segunda prévia de janeiro. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a maior contribuição veio dos alimentos processados (0,74% para -1,01%). No atacado, a única influência no sentido de aceleração veio dos bens intermediários, cuja taxa passou de 0,64%, em janeiro, para 0,98%, em fevereiro. O destaque ficou com os materiais e componentes para a manufatura (0,08% para 0,72%).
Consumidor
O subíndice de Preços ao Consumidor, que mede a variação no varejo e com peso de 30% no índice geral, caiu de 0,73% em janeiro para 0,64% em fevereiro. A principal contribuição veio do grupo Alimentação (0,98% para 0,29%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 2,95% para -3,03%, um comportamento incomum para esta época do ano.
Também desaceleraram os grupos Transportes (1,07% para 0,53%) e Vestuário (0,10% para -0,42%). Na primeira classe de despesa, destaca-se o item gasolina (2,52% para -0,11%), e na segunda, roupas (-0,12% para -0,98%). No sentido oposto, aceleraram os grupos Habitação (0,37% para 0,75%), Educação, Leitura e Recreação (1,56% para 2,05%), Despesas Diversas (1,04% para 2,35%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,46% para 0,60%) e Comunicação (0,05% para 0,28%), segundo a pesquisa.
Nestes grupos, destacam-se os itens empregados domésticos (0,47% para 1,97%), passagem aérea (-4,35% para 9,43%), cigarros (2,12% para 4,52%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,29% para 0,88%) e tarifa de telefone móvel (0,09% para 0,75%), respectivamente.
Construção
Já o subíndice de Custo da Construção teve um recuo de 0,53% para 0,47% no período. A segunda prévia do IGP-M é calculada com base em preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência. O INCC responde por 10% do IGP.
Depois de ter elevado a Selic em 0,50 ponto percentual no início deste ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central volta a se reunir nos próximos dias 25 e 26, ainda com o cenário de inflação alta no radar. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel. A segunda prévia do IGP-M calcula as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.
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